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Quem é Gadi Eisenkot, que vai tentar formar o novo governo de Israel

Político terá 28 dias para negociar a formação de uma coalizão, prazo que poderá ser prorrogado por mais duas semanas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, foi escolhido para formar o novo governo após eleições inconclusivas em Israel.
  • Eisenkot tem 28 dias para negociar uma coalizão, podendo estender o prazo por mais duas semanas, mas enfrenta dificuldades em reunir apoio suficiente.
  • Com uma longa carreira militar, Eisenkot entrou na política em 2022 e lidera o partido centrista Yashar, criticando a atuação de Netanyahu na guerra em Gaza.
  • Se não conseguir formar uma coalizão, Israel poderá convocar novas eleições, enquanto Eisenkot busca formar um governo de emergência nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gadi Eisenkot tem 66 anos e construiu a maior parte de sua trajetória nas Forças de Defesa de Israel Reprodução/Instagram/@gadi_eisenkot

O ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot foi escolhido para tentar formar o próximo governo do país após as eleições parlamentares terminarem sem que nenhum dos blocos políticos alcançasse maioria na Knesset, o Parlamento israelense. Principal adversário do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ele recebeu do presidente Isaac Herzog a missão de negociar alianças para reunir apoio suficiente e assumir o comando do Executivo.

A escolha foi anunciada no sábado (7), depois de consultas de Herzog com os partidos eleitos. As legendas que, juntas, representam 67 parlamentares indicaram Eisenkot para a tarefa, enquanto 46 manifestaram apoio a Netanyahu. O político terá 28 dias para negociar a formação de uma coalizão, prazo que poderá ser prorrogado por mais duas semanas. Apesar da indicação, a composição do novo governo ainda depende das negociações com as demais forças políticas.

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Da carreira militar à disputa pelo governo

Aos 66 anos, Eisenkot construiu a maior parte de sua trajetória nas Forças de Defesa de Israel. Nascido em maio de 1960, na cidade de Tiberíades, no norte do país, ele cresceu em uma família de origem judaico-marroquina, que se mudou para Eilat quando ele ainda era criança.

Ingressou no Exército em 1978, na Brigada Golani, uma das principais unidades de infantaria israelenses. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira militar, ocupou diferentes postos de comando, incluindo a chefia do Comando Norte e a direção de operações das Forças de Defesa. Em 2015, foi nomeado chefe do Estado-Maior, função que exerceu até janeiro de 2019.

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Após deixar o serviço militar, passou a atuar no setor privado e em instituições ligadas à memória histórica de Israel. Sua entrada na política ocorreu em 2022, quando foi eleito para a Knesset pelo partido Unidade Nacional, liderado por Benny Gantz.

Depois dos ataques do Hamas contra Israel, em outubro de 2023, Eisenkot integrou o gabinete de guerra do governo de Netanyahu. Em junho de 2024, porém, deixou a administração junto com Gantz, em meio a divergências sobre a condução do conflito na Faixa de Gaza e a ausência de um plano para o futuro do território.

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Em 2025, Eisenkot passou a liderar o partido centrista Yashar. Durante a campanha eleitoral de 2026, criticou a atuação de Netanyahu na guerra em Gaza e defendeu mudanças na política de segurança nacional. Também cobrou uma investigação sobre as falhas que antecederam os ataques de 7 de outubro e apoiou a ampliação do serviço militar obrigatório para incluir setores ultraortodoxos da população.

Nas eleições de 27 de outubro, o Likud, partido de Netanyahu, conquistou 27 das 120 cadeiras do Parlamento. O bloco ligado ao primeiro-ministro somou 53 assentos, enquanto a aliança liderada por Eisenkot ficou com 48. Os partidos árabes elegeram, juntos, 19 parlamentares. Como são necessários pelo menos 61 deputados para garantir maioria, nenhum dos grupos conseguiu formar governo sozinho.

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Apesar de ter recebido mais indicações para tentar assumir o Executivo, Eisenkot enfrenta dificuldades para reunir os apoios necessários. Os partidos árabes sinalizaram disposição para ajudá-lo, mas o político já havia demonstrado resistência a incluí-los formalmente em uma coalizão. Outra possibilidade seria negociar com legendas ultraortodoxas, que divergem dele sobre a obrigatoriedade do serviço militar.

Em 8 de novembro, ao receber oficialmente a missão do presidente, Eisenkot afirmou que pretende buscar um governo de emergência nacional e que está disposto a dialogar com diferentes forças políticas. Também abriu a possibilidade de integrantes do Likud e do Partido Sionista Religioso participarem de uma administração sob sua liderança.

A trajetória do político também foi marcada por perdas familiares durante a guerra em Gaza. Seu filho Gal morreu em combate em dezembro de 2023. Dois sobrinhos também foram mortos no conflito. Os episódios tiveram repercussão durante a campanha eleitoral.

Caso não consiga formar uma coalizão no prazo estabelecido, Eisenkot poderá perder a oportunidade para outro parlamentar indicado pelo presidente. Se as tentativas seguintes também fracassarem, Israel poderá ter de convocar novas eleições.

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