Acordo entre Canadá e China é exemplo de como países estão buscando se afastar dos EUA, diz analista
‘Quanto menor for a participação americana nas suas economias, menor o poder de chantagem que Trump terá’, argumenta Igor Lucena
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
O tarifaço de Donald Trump e as ameaças de dominação deterioram aos poucos a relação de longa data entre Canadá e Estados Unidos. Tanto é que na semana passada, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, assinou um grande acordo com o líder chinês Xi Jinping. O objetivo é criar uma nova ordem comercial global que seja menos dependente dos Estados Unidos.
O trabalho será longo e exigirá cooperação de várias nações, já que para reduzir as exportações de mercadorias para os EUA em 10%, o Canadá teria que dobrar os envios para China, Alemanha, França, México, Itália e Índia.
Na análise de Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, a aliança entre Xi Jinping e Carney será uma tendência adotada por outros países prejudicados pelas tarifas de Trump: “Não só o Canadá, mas outros países querem diminuir a parceria com os Estados Unidos. [...] Porque quanto menor for a participação americana nas suas economias, menor o poder de chantagem que Trump terá”.
Durante o Conexão Record News desta terça (20), o especialista utilizou de exemplo o tratado de comércio assinado entre a União Europeia e o Mercosul, que encontrou avanços após os tarifaços. Ele conclui que a estratégia de Trump não funciona mais como antigamente e que a economia estadunidense deverá sofrer por conta disso: “Os países estão se afastando dos Estados Unidos e a capacidade de empregos na indústria americana não está aumentando. [...] Trump pode falar o que for, mas não está se tornando real. E isso pode causar um preço muito grande nas próximas eleições”.
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