Logo R7.com
RecordPlus
‌

Afeganistão bloqueia uso de WhatsApp e Telegram

Banimento temporário veio do alto escalão do governo

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Ainda dá para usar o Signal para ter conversas protegidas
Ainda dá para usar o Signal para ter conversas protegidas

O órgão regulador das telecomunicações no Afeganistão enviou nesta semana resolução aos fornecedores de serviço de internet, obrigando bloqueio dos aplicativos de mensagem WhatsApp e Telegram, mas não está claro se as empresas acataram a decisão.

O uso de redes sociais e serviços de mensagens por celular explodiu no Afeganistão nos últimos anos. Usuários dos aplicativos e grupos de defesa dos direitos civis reagiram contra a resolução, e a carta enviada pela agência reguladora Atra foi amplamente compartilhada nas redes.

‌

Sem citar fontes, algumas reportagens da imprensa local indicam que a medida foi uma ordem do Diretório Nacional de Segurança para inibir o uso de mensagens criptografadas pelo Talibã e outros grupos insurgentes.

Não foi possível verificar imediatamente tais informações.

‌

O ministro das Comunicações, Shahzad Aryobee, postou uma mensagem no Facebook dizendo que a agência reguladora ordenou um bloqueio gradual em tais serviços para forçar uma melhoria em seu funcionamento, devido a reclamações recebidas.

A carta da Atra, datada de 1º de novembro e assinada por uma autoridade do órgão, obriga que as empresas de internet bloqueiem o Telegram e o WhatsApp, este último pertencente ao Facebook, "sem demora" e por um período de 20 dias.

‌

Leia também

Entretanto, até esta semana os serviços estavam funcionando normalmente, assim como neste sábado. Isso acontecia tanto na operadora estatal Salaam quanto nas privadas.

Na sexta-feira, houve relatos de interrupção nos serviços, mas não se sabe se ela foi deliberada ou por problemas enfrentados pelo WhatsApp em vários outros países.

‌

Os serviços de celular são um dos maiores casos de sucesso do Afeganistão desde a queda do Talibã, em 2001, mas também são alvo de frequentes reclamações dos usuários devido à baixa qualidade e cobertura.

O WhatsApp e outros serviços similares, como o Facebook Messenger e o Viber, são muito usados por políticos afegãos e membros do governo, mas também pelo Talibã, que tem uma sofisticada operação própria pelas redes sociais.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.