Afundado em crise, Haiti adia eleições por tempo indeterminado
País enfrenta graves problemas políticos, econômicos e de segurança, exacerbados pela ação de gangues
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O Haiti anunciou nesta terça-feira (6) o adiamento das primeiras fases do processo eleitoral, o que posterga por tempo indeterminado as eleições presidenciais e legislativas previstas para dezembro, segundo um comunicado do Conselho Eleitoral provisório.
País mais pobre das Américas, o Haiti está mergulhado em uma crise política, econômica e de segurança que se agravou nos últimos anos devido à ação de gangues, que multiplicaram os assassinatos, estupros e o recrutamento de menores.
As últimas eleições foram realizadas em 2016. Seu último presidente foi assassinado em 2021 e não foi substituído.
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Desde 2024, o país é comandado pelo primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé.
“O período inicialmente estabelecido para a realização da campanha eleitoral foi adiado”, informou o Conselho Eleitoral, sem mencionar nenhuma data para o pleito.
O calendário eleitoral “será publicado o mais breve possível”, acrescenta o órgão.
O primeiro turno das eleições deveria ocorrer em 13 de dezembro de 2026, e o segundo turno, em 21 de fevereiro de 2027, segundo o calendário publicado em julho.
De uma população total de cerca de 11 milhões de pessoas, aproximadamente 1,5 milhão foi deslocada pela violência, segundo estimativa da OIM (Organização Internacional para as Migrações).
No final de setembro, o Conselho de Segurança da ONU prorrogou por seis meses a atuação de uma força de combate a gangues enviada para enfrentar esses grupos violentos no Haiti.
A GSF (Força de Supressão de Gangues), anunciada pela ONU no ano passado, tinha a previsão de atingir, entre abril e outubro, um efetivo de 5.500 agentes e 50 funcionários civis, mas permanece abaixo dessa meta.
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