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Análise: após terremoto, Venezuela pode viver a mesma situação do Haiti

Mais de 1.700 mortes já foram confirmadas após cinco dias de buscas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais de 1.700 mortos confirmados após terremoto na Venezuela, ONU estima até 50 mil vítimas.
  • Professor Leonardo Trevisan critica a falta de preparação do governo para prevenir desabamentos.
  • Crise humanitária na Venezuela pode se igualar à do Haiti em 2010, alerta especialista.
  • Acordo de reestruturação da dívida externa de US$ 240 bilhões pode agravar a situação econômica do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais de 1.700 mortos foram confirmados após o maior terremoto em um século ter atingido a Venezuela na quarta-feira passada (24). As estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas), entretanto, cogitam um número de 50 mil vítimas, além de 6 milhões de pessoas possivelmente afetadas por uma tragédia que, aos olhos do professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, poderia ter sido parcialmente evitada.

Ele explica que, embora a estrutura geológica venezuelana seja suscetível aos terremotos, o governo poderia ter se preparado para prevenir o desabamento de casas construídas nas encostas, que já passaram por desastres semelhantes em 1999. “As mesmas casas que desapareceram agora desapareceram 27 anos atrás. Elas foram reconstruídas nos mesmos lugares”, afirmou no Link News desta segunda-feira (29).


Três homens, dois deles de máscara, estão cabisbaixos e cansados. Eles estão sentados nos destroços de um prédio venezuelano que desabou devido a um terremoto.
As buscas continuam na Venezuela cinco dias após um dos maiores desastres na história do país Reprodução / Record News

A situação torna-se cada vez mais grave à medida que mais corpos são encontrados e, segundo Trevisan, a crise humanitária enfrentada pelo país pode chegar ao mesmo nível daquela que foi enfrentada pelo Haiti em 2010 e que se estende até os dias de hoje. Não bastasse isso, o especialista alerta sobre outro desastre, desta vez financeiro, que pode atingir o país. “A Venezuela vive uma espécie de tempestade perfeita”.

O aviso gira em torno do acordo de reestruturação da dívida externa de US$ 240 bilhões firmado entre a presidente interina Delcy Rodriguez e uma empresa privada de consultoria chefiada por amigos do presidente Donald Trump. “É algo inimaginável para o tamanho do país. [...] A tragédia venezuelana não ficará no terremoto. Ela virá com os resultados dessa negociação. [...] Quem vai pagar a conta é o pobre povo venezuelano”.


O motivo da preocupação do professor se deve à ausência da polícia econômica do mundo — nas palavras dele — o FMI (Fundo Monetário Internacional), durante os encontros. “Os amigos de Trump vão ganhar muito dinheiro [...] Se você me perguntar de onde virá o dinheiro para pagar esses amigos, que tinham títulos do governo venezuelano, vou te dizer que é da riqueza que a Venezuela tem: petróleo”.

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