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Água-viva impede australiana de concluir travessia a nado Cuba-EUA

Internacional|Do R7

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Por Jeff Franks

HAVANA, 13 Jun (Reuters) - A nadadora australiana Chloe McCardel sofreu na quarta-feira uma grave queimadura por águas-vivas e desistiu de se tornar a primeira pessoa a atravessar a nado, sem uma gaiola antitubarões, o estreito marítimo de 106 quilômetros que separa Cuba da Flórida.

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McCardel, de 28 anos, já havia passado 11 horas na água quando desistiu da travessia, por causa de uma "ferroada severa e debilitante de água-viva", disse sua equipe de apoio em nota.

"Chloe está agora em um dos barcos de apoio dirigindo-se a Key West. Ela passará as próximas 24 horas se recuperando antes de decidir seus planos daqui por diante."

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O mar estava calmo e cristalino quando McCardel começou a nadar, na manhã de quarta-feira, e ela planejava chegar a Key West, na Flórida, na noite de sexta-feira, após cerca de 60 horas de travessia.

Uma equipe de cientistas nos EUA a ajudava a se orientar nas fortes e imprevisíveis correntes marítimas do estreito da Flórida, as quais já haviam atrapalhado várias tentativas anteriores de travessia a nado. Além disso, ela estava ciente do risco representado pelas águas-vivas.

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A travessia dela havia sido programada levando em conta a época do ano e a fase da lua, na esperança de que isso minimizasse o risco representado pela venenosa água-viva da classe cubozoa. Vários nadadores já sofreram com essas ferroadas, incluindo a norte-americana Diana Nyad, atacada repetidamente em agosto, na sua quarta tentativa fracassada de cruzar o estreito. Não ficou imediatamente claro qual espécie de água-viva atacou McCardel.

Só uma pessoa, a australiana Susie Maroney, conseguiu até hoje ir nadando de Cuba aos EUA, em 1997. Mas ela usou uma jaula antitubarões, o que ajuda a abrir caminho na água.

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Em meados do ano passado, a anglo-australiana Penny Palfrey chegou muito perto das ilhas Keys, mas acabou caindo em um remoinho que a levou para a direção errada.

Logo antes de mergulhar de um promontório na Marina Hemingway, em Havana, McCardel parecia ter certeza do seu sucesso, a ponto de convidar o comodoro da marina para uma festa na sexta-feira à noite em Key West.

"Estou o mais confiante possível... acho que tudo vai funcionar bem", disse ela.

(Reportagem de Tim Gaynor)

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