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Alckmin cria comissão independente para acompanhar denúncias do transporte

Internacional|Do R7

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São Paulo, 9 de agosto (EFE) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta sexta-feira a criação do Movimento TranSParência, uma comissão de acompanhamento das licitações e contratos com as empresas de metrô e trem que foram feitos entre 1998 e 2008, durante os governos tucanos de Mário Covas, José Serra e do próprio governador. Durante o pronunciamento, Alckmin afirmou que a comissão contará com a participação de representantes de entidades civis para acompanhar os processos de investigação sobre a possibilidade de cartel e superfaturamento nas obras de metrô e trens em São Paulo. No entanto, o grupo só poderá fazer sugestões, sem poder de investigação, que está sendo feito pela Polícia Federal, junto com o Ministério Público Federal e Estadual. O lançamento da comissão aconteceu na sede do governo estadual, o Palácio dos Bandeirantes, e gerou descontentamento de manifestantes do grupo Ocupa Alckmin, que está acampando há uma semana na frente do local. O grupo reivindica a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do metrô e dos trens. "Uma comissão de transparência não funcionará. Nós, manifestantes, queremos a instauração de uma CPI para que as contas públicas sejam, de fato, analisadas", afirmou o representante do grupo, Pedro Dousa, à Agência Efe. A comissão será formada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Transparência Brasil, Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de São Paulo, Associação Brasileira de Imprensa sucursal de São Paulo, Instituto Ethos, Ordem dos Economistas do Brasil, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Comissão Geral de Ética, Sindicato dos Engenheiros do Estado, Conselho de Transparência da Administração Pública e Instituto Tellus de Desenvolvimento Humano. O governador não respondeu às perguntas da imprensa. Ele estava acompanhado do corregedor geral da União, Gustavo Húngaro, que falou a maior parte do tempo sobre a organização da comissão. Na próxima semana, o grupo irá se reunir pela primeira vez para começar a analisar as investigações feitas pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de 16 licitações e 31 contratos do sistema de metrô e trem, de acordo com o governador. Alckmin garantiu que, se forem confirmadas as denúncias das licitações contra empresas e se agentes públicos estiverem envolvidos, empresas e funcionários serão punidos e o dinheiro será devolvido aos cofres públicos. "O trabalho de investigação está sendo feito por auditores externos e especializados que não irão participar da comissão. A comissão sugere acompanhamento do processo", declarou à Agência Efe Paulo Itacarambi, diretor do Instituto Ethos. Itacarambi ainda disse que esta crise do sistema de transporte em São Paulo pode atrapalhar o futuro das licitações para o trem-bala, mas que a comissão de transparência atuará para que a população não saia perdendo. EFE ic/rsd

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