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Alemanha diz que coleção de arte roubada por nazistas inclui obras de Picasso

Internacional|Do R7

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BERLIM, 5 Nov (Reuters) - Uma valiosa coleção de arte roubada por nazistas e encontrada em um apartamento de Munique inclui obras que datam do século 16 até o período moderno, incluindo artistas como Canaletto, Courbet, Picasso, Chagall e Toulouse-Lautrec, disseram autoridades alemãs nesta terça-feira.

Autoridades alfandegárias descobriram aproximadamente 1,4 mil obras de arte durante buscas realizadas num apartamento no ano passado, informou o funcionário do gabinete de investigações alfandegárias Siegfried Kloeble.

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Ele disse que reportagens publicadas na imprensa dizendo que as autoridades esconderam a descoberta por dois anos passaram longe do período de tempo correto, e que não houve nenhum atraso indevido.

"Quando vasculhamos o apartamento encontramos várias pinturas", disse Kloeble em uma coletiva de imprensa. "As pinturas no recinto foram armazenadas profissionalmente em condições muito boas."

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Um grupo judaico acusou a Alemanha de cumplicidade moral com a ocultação de pinturas roubadas após o surgimento das primeiras reportagens que revelarem a descoberta da enorme coleção de arte.

O caso representa um campo minado legal e moral para as autoridades. O regime nazista saqueava sistematicamente milhares de obras de arte de museus e indivíduos por toda Europa. Muitas obras continua desaparecidas, e museus de todo o mundo conduzem investigações sobre a origem de trabalhos que recebem para exposições.

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A Alemanha tem recebido críticas de que o processo de restituição é muito complicado e não tem o financiado necessário.

Reinhard Nemetz, membro do Ministério Público em Augsburg, disse não haver planos para publicar na Internet uma lista dos trabalhos encontrados.

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Em vez disso, ele disse que as autoridades estão abertas a receber pessoas que suspeitem que a coleção contenha alguma obra pertencente por direito a seus ancestrais.

Meike Hoffman, especialista em obras de arte rotuladas pelos nazistas como não alemãs e "degeneradas" e retiradas da exibição pública em museus estatais, disse que as obras são de "extraordinária qualidade estética" e alto valor científico.

"Quando você fica diante de obras há muito consideradas perdidas, desaparecidas ou destruídas, e as vê novamente em relativas boas condições --com alguma poeira mas não danificadas-- é uma sensação incrível de felicidade", disse.

"Elas tem um valor artístico incrível. Muitas das obras não eram sequer conhecidas até agora", acrescentou ela.

(Reportagem de Sarah Marsh e Michelle Martin)

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