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Alemanha questiona proposta para que Brasil faça parte da Otan

Trump cogitou hipótese para que país pudesse entrar em aliança militar. Decisão terá que ser unânime entre membros do Tratado

Internacional|Da EFE

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Alemanha contestou hipótese levantada por Trump
Alemanha contestou hipótese levantada por Trump

O governo da Alemanha afirmou nesta quarta-feira (20) que o acesso à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está reservado aos países europeus, uma lembrança feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter cogitado a hipótese de Brasil passar a fazer parte da aliança militar ocidental.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, Maria Adebahr, fez o pronunciamento um dia depois de Trump se reunir com o presidente Jair Bolsonaro e afirmar que o Brasil poderia se tornar um aliado extra-Otan ou, inclusive, integrar a aliança.


Adebahr explicou que o artigo 10 do tratado de fundação da Otan estabelece que "as partes podem, por acordo unânime, convidar para entrar" na aliança "qualquer Estado europeu que esteja em condições de favorecer o desenvolvimento dos princípios do presente tratado e de contribuir para a segurança da região do Atlântico Norte".

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Isso não significa que a Alemanha não considera o Brasil como um parceiro importante. "O Brasil, como maior país do continente latino-americano, tem para nós uma especial importância", acrescentou Adebahr.


Por sua vez, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, lembrou que a aliança já mantém estreitos laços com países fora do espaço da Otan, alguns dos quais "também participam ativamente" em manobras e operações comuns, "embora não sejam membros".

Nesse sentido, Seibert deu como exemplo de aliados externos da Otan a Austrália, a Nova Zelândia e a Mongólia.

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