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'Ameaça nuclear nunca foi tão grande', diz Guterres na ONU

Secretário-geral abriu os trabalhos da 72ª Assembleia em NY

Internacional|Ansa

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António Guterres, secretário-geral da ONU, durante seu discurso nesta terça-feira
António Guterres, secretário-geral da ONU, durante seu discurso nesta terça-feira

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, disse nesta terça-feira (19) que o mundo "está em pedaços", enfrentando sérios "problemas", e que a ameaça nuclear nunca foi tão grande desde o fim da Guerra Fria.

"A ameaça nuclear nunca foi tão grande desde o período da Guerra Fria. O medo não é abstrato. Milhões de pessoas vivem sob uma sombra de terror causada por provocadores testes nucleares da Coreia do Norte", disse Guterres, em sua estreia em Assembleias-Gerais da ONU.

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O português pediu que a comunidade internacional, através do Conselho de Segurança, una-se para combater a ameaça, mas de maneira política e diplomática. "A solução deve ser política, não precisamos caminhar como sonâmbulos em direção à guerra", solicitou.

De acordo com ele, o "mundo está com problemas", "com a sociedade global se desintegrando", "em pedaços". Citando questões como o aumento da insegurança e da desigualdade econômica, além de crises financeiras, Guterres afirmou que os líderes mundiais precisam "criar um mundo melhor para todos" e propor uma "globalização justa".

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O secretário-geral falou também das ameaças representadas por grupos terroristas, "que destroem sociedades e desestabilizam regiões". "Precisamos intensifar o trabalho de contraterrorismo de maneira integrada", orientou Guterres, propondo a criação, no ano que vem, de uma agência internacional de contraterrorismo.

Mas o português ressaltou a necessidade das lideranças mundiais atuarem em programas contra a radicalização, com base em educação de jovens e integração. "Não vamos conseguir combater o terrorismo se não resolvermos os conflitos que causam o terrorismo", comentou.

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Em seu discurso de aberta da 72ª Assembleia-Geral, Guterres também mencionou o Acordo Climático de Paris, o qual os Estados Unidos ameaçam se dissociar. "O Acordo de Paris deve ser cumprido já por todos os governos", pediu, ressaltando que a mudança climática está entre os maiores desafios e ameaças para o mundo e chamando as emissões de poluentes de "suicidas".

Sobre a crise migratória, que afeta a Europa, o Oriente Médio e a África desde 2015 devido às guerras e conflitos internos, Guterres afirmou que "todo país tem o direito de controlar as fronteiras, mas deve fazer isso protegendo os direitos das pessoas em trânsito". "Imigração deve ser uma opção, não uma necessidade", afirmou.

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"Por experiência pessoal, eu sei que muitos preferem ficar nos lares de seus países que imigrar. A mobilidade humana não é uma ameaça", disse.

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