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Americano desenvolve dispositivo que reduz esforço da caminhada

Internacional|Do R7

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Um pesquisador americano desenvolveu um novo protótipo de engrenagem que aumenta a mobilidade de portadores de deficiência física sem utilizar nenhuma fonte externa de energia. Em forma de "botas", o protótipo funciona com um sistema de molas e alavancas alimentado por eletrodos eletrostáticos - em vez de motores ou baterias - para aliviar o esforço das panturrilhas do usuário.

A inovação foi desenvolvida por Steve Collins, membro sênior do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e professor de Engenharia Mecânica da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

Collins, que lidera um laboratório especializado em produzir robôs que ajudam as pessoas a caminhar com menos esforço, já havia publicado um artigo na revista Nature, em 2015, descrevendo um dispositivo semelhante, mas o novo protótipo é mais leve e permite mais mobilidade ao usuário.

Segundo Collins, ao contrário do primeiro modelo, que tem funcionamento mecânico, o novo protótipo se baseia na adesão eletrostática, um fenômeno que resulta da transferência de elétrons produzida pelo contato entre dois materiais diferentes.

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"Ultrassonografias recentes mostraram que os músculos da panturrilha se comportam mais como engrenagens do que como motores. Então nós criamos uma engrenagem ligada a uma mola que executa uma função parecida e, assim, alivia o trabalho desses músculos, reduzindo a energia necessária para realizar os movimentos em até 7%", disse Collins à reportagem.

O sistema, segundo Collins, consiste em dois eletrodos feitos de folhas de metal finas-, cobertos por um material isolante que, ao receberem uma carga elétrica, aderem uma à outra. O funcionamento é semelhante ao de um capacitor, o componente usado em inúmeros dispositivos para armazenar cargas elétricas. Cada par de eletrodos pesa em média 1,5 grama e tem menor consumo energético que a versão anterior, proporcionando maior mobilidade para o usuário, de acordo com o engenheiro.

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Sem nenhum motor ou bateria, o dispositivo funciona com um sistema de molas e alavancas que auxiliam o usuário na hora da caminhada, aliviando o esforço das pernas. Quando o usuário dá um passo com a perna esquerda, uma mola se estende na perna direita, fazendo com que a energia seja armazenada. Quando a perna direita é movimentada, a mola auxilia a impulsão do pé, reduzindo o esforço da panturrilha.

"O dispositivo poderá permitir que pacientes com deficiência física, ou com baixa mobilidade devido a lesões, lidem cada vez mais com tarefas de rotina por conta própria, como levantar e transportar objetos mais pesados, por exemplo", disse Collins.

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Leve e eficiente

De acordo com ele, cada par de eletrodos consegue aguentar uma força de até 10 quilos e as engrenagens podem ser utilizadas em conjunto. O dispositivo é 30 vezes mais leve que outros mecanismos semelhantes utilizados para suportar a mesma força e consome até 750 vezes menos energia.

"Sabíamos que a adesão eletrostática seria fundamental para desenvolver um dispositivo ajustável que facilitasse a caminhada de pessoas com limitações. Mas nos nossos primeiros protótipos precisavam de voltagem muito alta para funcionar. Para superar esse problema tivemos que agregar ao nosso campo de estudos o conhecimento da ciência de materiais", explicou.

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