Logo R7.com
RecordPlus

Americano é solto após 28 anos preso por crime que não cometeu

Lamar Johnson, de 50 anos, foi sentenciado à prisão perpétua por assassinato cometido em 1994 por dois homens mascarados

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Lamar Johnson tinha 21 anos quando foi acusado do crime
Lamar Johnson tinha 21 anos quando foi acusado do crime

Um americano foi solto na última terça-feira (14) após ter ficado cerca de 28 anos preso por um suposto assassinato cometido em 1994. Lamar Johnson, de 50 anos, fechou os olhos e balançou a cabeça enquanto o juiz David Mason emitia a decisão que reverteu a condenação anterior.

Johnson não respondeu a perguntas da imprensa, mas disse que aquele momento era “inacreditável”, segundo a emissora americana FOX9. A defesa do homem recém-livre, porém, teve um tom mais crítico com relação às décadas que o cliente passou preso.


“Enquanto hoje traz alegria, nada pode restaurar tudo o que o Estado roubou dele. Nada vai dar a ele de volta quase três décadas que ele perdeu enquanto separado de sua filha e família”, declararam os advogados de Johnson.

O americano foi preso pela morte de Marcus Boyd, em outubro de 1994. A vítima foi baleada por dois homens mascarados, motivados por uma disputa por um ponto de droga.


Segundo Johnson, que sustentou a própria inocência ao longo dos anos, ele estava a quilômetros do local do crime no momento do assassinato. A mulher com quem namorava na época, que servia como álibi, confirmava a versão do então jovem.

Johnson admitiu que se ausentou por cinco minutos para vender drogas a um amigo, o que também foi confirmado pela namorada. Apesar desse período fora, não havia tempo para o americano ter assassinado Boyd a quilômetros de distância e voltar ao local no qual estava, ressaltou a defesa.


A história, entretanto, não foi suficiente para a Justiça do Missouri, que condenou Johnson à prisão perpétua. O segundo suspeito do crime, Phil Campbell, assumiu a autoria do assassinato em troca da redução de pena, passando sete anos na cadeia.

Para a reversão de pena, a defesa do americano se apoiou em duas testemunhas. Uma delas era James Howard, um homem sentenciado à prisão perpétua por assassinato e outros crimes que aconteceram anos após a detenção de Johnson.


Segundo Howard, era ele quem estava com Campbell no dia do assassinato de Boyd. O condenado, inclusive, deu detalhes do crime, como quem disparou cada um dos tiros que levaram à morte da vítima.

Leia também

A segunda testemunha que podia mudar o caso de Johnson era James Gregory Elking. O rapaz estava comprando crack com Boyd no momento em que os dois homens com máscara preta apareceram e assassinaram o vendedor de drogas.

Segundo Elking, um dos detetives do caso, Joseph Nicerson, o teria pressionado a dizer que Johnson era o atirador. A testemunha também teria recebido 4.000 dólares para dar o depoimento final que fez com que o rapaz ficasse três décadas na cadeia.

"Estou mentindo sobre isso por 30, 25, 28 anos. Só queria poder voltar no tempo", lamentou Elking.

Em nota à emissora FOX9, a Procuradoria do Missouri afirmou que não vai recorrer da decisão que liberta Johnson, apesar de acreditar que a sentença original deveria ser mantida.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.