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‘Americanos estão considerando isso uma traição’, diz analista sobre parceria entre Reino Unido e China

Donald Trump chamou aproximação de perigosa; Canadá também fortaleceu relações com o país asiático

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump considera a aproximação entre Reino Unido e China como uma traição e perigosa.
  • Keir Starmer defende que o Reino Unido precisa de uma relação mais sofisticada com a China.
  • A economia britânica registrou crescimento baixo e aumento no número de pessoas em situação de rua.
  • Analistas alertam que a parceria com a China pode afetar alianças militares e levar à desindustrialização no Reino Unido.

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Na opinião de Donald Trump, a aproximação entre o Reino Unido e a China é “muito perigosa”. Entretanto, o premiê britânico, Keir Starmer, disse que o país é um ator fundamental no cenário mundial e é preciso construir uma relação mais sofisticada. Os objetivos da nova aliança incluem melhorar o acesso ao mercado, criar tarifas mais baixas e dar início a novos acordos de investimento. Trump também critica a aproximação entre Canadá e China.

Na análise de Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, o afastamento de ambos os países precede um histórico de decepções. “Ele foi recebido duas vezes na Inglaterra, algo inédito, e lá fez acordos comerciais e promessas de investimento. Apesar do crescimento, o país viu um aumentou em mais de 60% no número de pessoas vivendo em condições de rua”, afirma em entrevista ao Conexão Record News desta sexta (30).


Distanciamento do Canadá também colocou o presidente norte-americano em alerta Reprodução/Record News

A economia inglesa cresceu menos de 1% desde então e os impostos do país aumentaram para a população em geral e também para os ricos. Segundo Cabral, as mudanças resultaram em uma fuga da Inglaterra, que continua até hoje e levou a uma perda de meio trilhão de libras na economia nacional.

O analista também afirma que a aproximação britânica com a maior potência adversária dos Estados Unidos é vista como uma traição em Washington.


“A Inglaterra é o principal aliado norte-americano, eles são a aliança anglo-saxã, teoricamente, que domina grande parte das relações internacionais. [...] As bombas nucleares que tem lá na Inglaterra, parte delas são americanas, que os ingleses detêm o uso; as bases aéreas, que os ingleses não têm mais condição de sustentar, por exemplo, Santa Helena, na Grécia, no Chipe, em Bahrein, etc., quem banca isso são os americanos. Então, os americanos estão considerando isso uma traição. Já se especula que o governo Trump possa suspender o acordo de tarifas que beneficiam o país que recebeu as tarifas mais baixas”.

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As alianças militares norte-americanas não seriam as únicas afetadas. Cabral acredita que a parceira entre Inglaterra e China levaria a uma desindustrialização local: “A Inglaterra ainda produz muita tecnologia e nós sabemos onde entra o chinês. Eles copiam e pirateiam”. Ele comenta ainda que a decisão é criticada pelos próprios jornais locais, que divulgam que Keir Starmer estaria extremamente comprometido com o declínio britânico ao tomar decisões equivocadas.

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