Análise: aumento no custo de vida faz republicanos perderem força em redutos do partido
Trump realiza comício de campanha na Carolina do Sul pela segunda vez em duas semanas, com foco nas eleições de meio de mandato
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente Donald Trump realiza nesta quinta-feira (29) um comício de campanha na Carolina do Sul pela segunda vez em duas semanas. Com o controle do Congresso em jogo nas eleições de meio de mandato, que ocorrem em 3 de novembro, alguns republicanos começam a temer que o tradicional reduto do partido tenha se tornado um estado decisivo.
A disputa faz parte de uma tendência que mostra eleições em estados tradicionalmente republicanos pendendo para os democratas nos últimos dias da campanha, em parte devido aos baixos índices de aprovação de Trump nas pesquisas de opinião.
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Os republicanos estão lutando para manter as cadeiras no Alasca, Iowa, Kansas, Texas, Ohio, Carolina do Norte e Maine, a fim de preservar a maioria das seis cadeiras no Senado. As pesquisas mostram que os democratas estão à frente em cada um desses estados.
Em entrevista ao Conexão Record News, Paulo Velasco, professor de política internacional, aponta que o panorama não é muito favorável ao presidente Trump a poucos dias da votação. Segundo ele, esses são estados que, durante muitas décadas, foram redutos republicanos e garantiam a escolha confortável de candidatos alinhados para as casas, mas agora não funciona mais assim.
Para Velasco, o aumento no custo de vida e nos preços dos combustíveis, devido à entrada dos Estados Unidos na guerra contra o Irã, motiva o eleitor norte-americano, que vota, em maioria, pensando na condição econômica.
“Trump é mais culpado por essa situação, especialmente pela entrada numa guerra que os americanos não queriam, não apoiavam. Então, agora ele está vendo sua popularidade derreter, ficando pouco acima de 30%, os índices mais baixos historicamente para o Donald Trump. Isso, claro, pode ter reflexos obviamente nas eleições”, afirma o professor.
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