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EUA: o que são as eleições de meio de mandato e por que elas são importantes

Pleito será decisivo para definir se o Partido Republicano continuará com maioria na Câmara e no Senado

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As eleições de meio de mandato nos EUA ocorrem dois anos após a eleição presidencial e são cruciais para o equilíbrio de poder no Congresso.
  • Em 2026, os eleitores renovarão todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado.
  • Além do Congresso, governadores de 36 estados e outros cargos estaduais serão eleitos, influenciando diretamente a política nacional.
  • O resultado pode definir se o Partido Republicano manterá a maioria no Congresso, impactando a aprovação da agenda do presidente Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente dos EUA, Donald Trump, tomou posse em janeiro de 2025 Reprodução/White House

Os Estados Unidos realizam em 3 de novembro as chamadas eleições de meio de mandato (“midterms”), uma votação que acontece sempre dois anos depois da eleição presidencial. O pleito é considerado um dos mais importantes do calendário político do país porque pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso e influenciar diretamente a capacidade do presidente de colocar suas propostas em prática.

A eleição recebe esse nome justamente por ocorrer na metade do mandato presidencial. Como Donald Trump tomou posse em janeiro de 2025, os eleitores voltarão às urnas em 2026 para renovar parte dos cargos eletivos.


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O principal foco da votação é a renovação do Congresso. Na Câmara dos Representantes, todos os 435 deputados serão escolhidos novamente, já que o mandato dura apenas dois anos. No Senado, estarão em disputa 35 das 100 cadeiras, uma vez que os senadores cumprem mandatos de seis anos e as eleições ocorrem de forma escalonada.

Além do Congresso, os norte-americanos também escolherão os governadores de 36 estados, além de ocupantes de outros cargos estaduais, como procuradores-gerais e secretários de Estado.


As eleições deste ano serão decisivas para definir se o Partido Republicano continuará com maioria na Câmara e no Senado, o que facilitaria a aprovação da agenda de Trump. Caso os democratas consigam conquistar o controle de uma ou das duas Casas do Congresso, eles poderão dificultar a aprovação de projetos do governo, ampliar o poder de fiscalização sobre a administração federal e abrir investigações parlamentares.

A votação acontece em turno único: vence o candidato que receber mais votos em cada disputa. Diferentemente do Brasil, o voto nos Estados Unidos não é obrigatório, o que faz com que a participação do eleitorado seja um fator importante para o resultado.


Antes da eleição geral, os partidos realizam as chamadas eleições primárias, nas quais escolhem seus candidatos para disputar cada vaga no Congresso e nos governos estaduais.

Para conquistar a maioria na Câmara dos Representantes, os democratas precisam obter três cadeiras a mais do que possuem atualmente. Já no Senado, o desafio é maior. Com os republicanos ocupando 53 das 100 cadeiras e os democratas 47, o partido precisaria conquistar quatro vagas para assumir o controle da Casa.


A Constituição dos Estados Unidos também estabelece requisitos para quem deseja disputar uma vaga no Congresso. Para concorrer à Câmara dos Representantes, é necessário ter pelo menos 25 anos, ser cidadão norte-americano há sete anos e morar no estado que pretende representar. Já os candidatos ao Senado precisam ter, no mínimo, 30 anos, cidadania americana por pelo menos nove anos e residência no estado pelo qual disputarão a eleição.

O Congresso exerce papel central no funcionamento do governo americano. A Câmara dos Representantes pode apresentar projetos de lei, iniciar processos de impeachment contra autoridades federais e, em situações excepcionais, escolher o presidente caso haja empate no Colégio Eleitoral.

O Senado, por sua vez, é responsável por confirmar indicações feitas pelo presidente para cargos como ministros da Suprema Corte e integrantes do governo, além de julgar processos de impeachment aprovados pela Câmara.

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