Análise: China e Rússia defendem autodeterminação, mas acenam às zonas de influência
Países divulgam comunicado conjunto em alerta a ‘interferências externas destrutivas’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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China e Rússia divulgaram nesta quarta-feira (21) um comunicado conjunto que alerta sobre “interferências externas destrutivas” que afetam a região conhecida como Eurásia. Foi dito que as duas partes condenam firmemente quaisquer atos de coerção externa envolvendo o uso da força, que tenham como objetivo prejudicar a estabilidade do continente.
O texto ainda afirma que Pequim apoia Moscou na defesa de sua segurança, estabilidade, desenvolvimento, soberania e integridade territorial, e se opõe à interferência de forças externas nos assuntos russos.
Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em relações internacionais José Paulo Ferreira aponta que, apesar de o discurso, em um primeiro momento, soar como uma defesa da autodeterminação dos povos, ele só reforça a noção das zonas de interesse.
Ele diz que, atualmente, existem três grandes pontos de disputa geopolítica: o leste europeu, com a guerra entre Rússia e Ucrânia; o leste asiático, com a possibilidade de avanço de Pequim sobre o Mar do Sul da China; e o Golfo Pérsico, sob escrutínio dos Estados Unidos.
“Essa declaração de interferências externas destrutivas vem na toada de reconhecimento dessas chamadas zonas de influência. Existem três pontos de disputa, e cada um desses pontos de disputa está vinculado a um desses três polos de poder.”
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