Análise: Irã tenta criar ambiente de tensão permanente para pressionar os EUA
Conselheiro fala em estender conflito até o Índico em caso de novos ataques norte-americanos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Irã ameaçou estender a guerra até o Oceano Índico se os Estados Unidos lançarem novos ataques no Oriente Médio. Segundo um conselheiro do líder supremo iraniano, é possível que a frente do conflito se estenda além dos limites entre o estreito de Ormuz e o Mar Vermelho, que tem a costa tomada pelos Houthis.
Apesar do apoio militar, Teerã nega estar envolvida na frente de batalha dos rebeldes do Iêmen, que conseguiram o controle do estreito de Bab El-Mandeb, por onde a Ásia se liga à Europa. Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral afirma que o Irã tem pouca capacidade de escalar o conflito por terra e precisaria recorrer a mísseis, possivelmente fornecidos pela China.
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Cabral também explica como o Irã consegue atacar sem uma grande estrutura marinha. “Eles usam esses navios que são típicos da região, que fazem turismo, transporte de carga, pesca, contrabando, e eles atacam com mísseis anticarro e até mesmo com drones.” Apesar de facilmente abatidos por helicópteros ou drones, os barcos representam uma ameaça real à navegação comercial.
“Por exemplo, ontem [quarta], o preço do petróleo estava a US$ 98; o Irã foi lá e acertou um navio mercante dos Emirados Árabes Unidos. Bastou isso para o preço do petróleo ir a US$ 103.” Segundo ele, há uma pressão midiática para construir um ambiente de permanente tensão. Ao Irã, os altos preços do petróleo servem para pressionar o governo de Donald Trump.
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