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Irã cancela voos após sanções dos EUA; sauditas dizem que derrubaram mísseis dos houthis

Medidas norte-americanas procuram isolar economicamente o Irã, afetando diretamente sua frota civil

Reuters

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã cancelou voos para países do Golfo Pérsico após sanções dos EUA, que visam empresas que negociam com companhias aéreas iranianas.
  • Os EUA estabeleceram um prazo para que empresas mundiais parassem de negociar com empresas iranianas, imobilizando a frota civil do Irã.
  • A Arábia Saudita interceptou seis mísseis balísticos disparados pelos houthis, intensificando o conflito na região.
  • Os combates no Iêmen resultaram em milhares de mortos e deslocados, agravando a crise humanitária no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Conflito no Iêmen resultou em milhares de mortes, com os houthis avançando em áreas estratégicas Majid Asgaripour/Wana via Reuters - 16.09.2026

Voos do Irã para os países vizinhos do golfo Pérsico, incluindo o centro de conexões de Dubai, foram cancelados nesta quinta-feira (24), após o término do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para que empresas globais interrompessem suas relações comerciais com companhias aéreas iranianas — um passo importante na campanha que o presidente dos EUA, Donald Trump, chama de “Dia D econômico”.

Na Arábia Saudita, em meio a um conflito crescente com os combatentes houthis do Iêmen — alinhados ao Irã —, autoridades afirmaram ter interceptado seis mísseis balísticos disparados pelos rebeldes.

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Com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã em grande parte estagnada há meses no campo de batalha, Washington anunciou uma mudança de tática para ampliar o alcance de suas sanções financeiras, visando empresas de países terceiros que fazem negócios com empresas iranianas — uma prática conhecida como “sanções secundárias”.

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Trump se referiu à nova estratégia no mês passado como o “Dia D econômico”, comparando-a ao ataque dos Estados Unidos e seus aliados à França controlada pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

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O Departamento do Tesouro dos EUA havia definido 23 de setembro como prazo final para que empresas em todo o mundo cumprissem a ordem de interromper negócios com companhias aéreas iranianas. Washington afirma que o objetivo é imobilizar toda a frota civil iraniana.

O Irã ameaçou, na quarta-feira (23), retaliar contra quaisquer países vizinhos que cumpram a proibição dos EUA sobre seus voos, tornando os aeroportos desses países “inutilizáveis”.

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Não houve anúncios públicos imediatos por parte dos países de que estariam suspendendo os voos, mas a agência de notícias iraniana ISNA informou que todos os voos para os Emirados Árabes Unidos, o maior centro de viagens do golfo Pérsico, haviam sido suspensos a partir da meia-noite.

Nesta quinta-feira, não havia chegadas nem partidas para o Irã visíveis nos sites dos aeroportos de Dubai ou Abu Dhabi.

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Os sites de pelo menos duas companhias aéreas iranianas, a Qeshm e a Varesh, mostravam que os voos para os Emirados Árabes Unidos haviam sido cancelados.

A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos e a Autoridade de Aviação Civil de Dubai não responderam aos pedidos de comentários.

O site do Aeroporto Imam Khomeini, em Teerã, no Irã, mostrava que as partidas e chegadas nesta quinta-feira ainda estavam programadas de e para países como Afeganistão, Armênia, China, Iraque, Paquistão, Tajiquistão e Turquia, mas não para os países vizinhos do golfo Pérsico.

A ISNA informou que um voo com destino ao Tajiquistão também havia sido mandado de volta porque o Turcomenistão havia fechado seu espaço aéreo.

Uma proibição de voos, se mantida, poderia aprofundar o isolamento do Irã e agravar a crise econômica no país, que já enfrenta um bloqueio dos EUA aos seus portos marítimos.

“Estamos vivendo em uma prisão a céu aberto”, disse uma professora aposentada de Teerã à Reuters por mensagem de texto, sob a condição de que seu nome não fosse divulgado.

Arábia Saudita diz ter derrubado mísseis

A guerra, que Trump lançou ao lado de Israel em fevereiro como “Operação Fúria Épica”, interrompeu o abastecimento global de energia, matou milhares de pessoas e elevou os preços do petróleo.

Ela reacendeu conflitos em outros países da região onde o Irã tem aliados, inicialmente no Líbano e agora no Iêmen, onde os houthis declararam um bloqueio à Arábia Saudita em julho e lançaram um avanço relâmpago neste mês contra o governo local apoiado pela Arábia Saudita.

Os houthis dispararam repetidamente contra a Arábia Saudita neste mês e afirmam que a Força Aérea saudita realizou centenas de ataques no Iêmen desde que os combates se intensificaram.

A Arábia Saudita informou ter interceptado seis mísseis balísticos houthis nesta quinta-feira, após emitir alertas de emergência para áreas como a cidade sagrada de Meca, Jeddah e Yanbu, o principal porto petrolífero saudita no mar Vermelho.

“Qualquer escalada e violações por parte da milícia terrorista houthi serão combatidas com firmeza”, afirmou em comunicado a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis no Iêmen.

Fontes do governo iemenita, reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita, afirmaram que suas forças repeliram durante a madrugada ataques houthis a uma rota de abastecimento estratégica para Áden, a cidade portuária no Oceano Índico onde o governo está sediado.

Os houthis, que já controlavam o norte do país, incluindo a capital Sanaa, tomaram todo o litoral iemenita do Mar Vermelho neste mês e vêm avançando para as regiões montanhosas adjacentes, próximas à cidade montanhosa de Taiz, no centro do país, e à estrada que liga a Áden.

Os houthis mantêm a pressão sobre as forças governamentais que defendem uma passagem montanhosa íngreme e sinuosa conhecida como Hejat al-Abd, uma linha de abastecimento vital para as forças pró-governo cercadas e para as mercadorias que chegam a Taiz.

A tomada de trechos da estrada entre Taiz e Áden poderia permitir que os houthis reforçassem seu cerco em torno de Taiz e desferissem mais um golpe contra o governo, que vem enfrentando dificuldades para recuperar a iniciativa desde que perdeu a costa ocidental.

Mais de 700 pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas nos últimos combates, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Quase 130 mil iemenitas foram deslocados dentro do país, enquanto mais de 3 mil fugiram de barco pelo mar Vermelho rumo à África.

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