Análise: Netanyahu questiona eleições em Israel para contestar possível derrota
Israelenses foram às urnas nesta terça-feira (27) para definir o próximo primeiro-ministro; partidos árabes podem ser decisivos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os israelenses foram às urnas nesta terça-feira (27) para definir, em tempo de guerra, o próximo primeiro-ministro de Israel. Somando 19 anos no cargo, o líder mais longevo do país, Benjamin Netanyahu, alegou fraude no pleito, sem apresentar provas.
Para a professora de relações internacionais Karina Calandrin, questionar a legalidade das eleições tem o intuito de “elevar os ânimos” enquanto não sai o resultado, que demora alguns dias, para que assim, caso o resultado não seja favorável, possa ter argumento para duvidar.
“Tem sido comum as eleições em todos os lugares do mundo terem passado por esses tumultos no dia da eleição, principalmente para elevar os ânimos e, quando sair o resultado, caso ele seja desfavorável a Netanyahu, como já se estima nas pesquisas de boca de urna, ele possa ter um argumento para duvidar do resultado da eleição, o que, na história de Israel, nunca se ouviu falar de fraude, as eleições sempre ocorreram de maneira segura”, diz em entrevista ao Jornal da Record News.
Para Karina, a eleição coloca diante do povo israelense um balanço dos últimos anos do governo Netanyahu, marcado pela sua atuação na guerra em Gaza, no 7 de outubro de 2023 e em outras guerras na região. “O resultado vai demonstrar se as ações foram bem recebidas ou não”, comenta.
Ela lembra ainda que os partidos árabes que compõem o parlamento serão decisivos para definir o novo governo, já que possuem 18 cadeiras e, sem elas, não é possível atingir as 61 cadeiras necessárias para formar maioria.
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