Análise: queda do Irã como zona de influência antiamericana seria muito ruim para a China
Presidente Xi Jinping criticou o conflito no Oriente Médio e pediu respeito ao direito internacional
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante um encontro entre o presidente Xi Jinping e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, em Pequim, o líder chinês criticou o conflito no Irã e afirmou que o Estado de Direito Internacional deve ser respeitado para que a paz e a estabilidade prevaleçam no Oriente Médio.
Segundo o líder da China, o Estado de Direito não pode ser “usado quando conveniente e descartado quando não for”, e que, por isso, o mundo poderia voltar “à lei da selva”. Além disso, o presidente chinês prometeu desempenhar um papel construtivo na promoção da paz no Oriente Médio, enquanto um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do país denominou o bloqueio dos Estados Unidos no estreito de Ormuz como “perigoso e irresponsável”.
“Do ponto de vista econômico, a China é impactada porque mais de 30% do petróleo chinês vem do Oriente Médio. Isso significa que, quanto mais esse conflito se prolonga, maiores ficam os custos de produções chinesas, e eles precisam pegar petróleo de outras regiões e seu custo impacta na inflação chinesa [...] A China tenta colocar uma situação de negociadora, apesar de querer estar na defesa do Irã [...] A queda do Irã, ou seja, o país sair da zona de influência chinesa como um local antiamericano, é muito ruim”, explicou o economista e especialista em relações internacionais Igor Lucena, em entrevista ao Conexão Record News.
Lucena ainda apontou um contrassenso da postura chinesa de pedir respeito ao direito internacional ao passo que o país se prepara para uma tomada militar de Taiwan, o que “seria totalmente contra as regras internacionais”.
“Então a China não avança diretamente em defesa do Irã ou de qualquer outra nação, porque ela mesma pode, no futuro próximo, estar envolvida em um conflito militar dentro da sua própria região, e isso chamaria a atenção de países como os Estados Unidos e outros”, afirmou.
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