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Ao menos 15 pessoas morrem em ataques no dia da eleição no Quênia

Internacional|Do R7

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Por Edmund Blair e Joseph Akwiri

NAIRÓBI/MOMBASA, Quênia, 4 Mar (Reuters) - Pelo menos 15 pessoas morreram em ataques de gangues usando facões nesta segunda-feira no Quênia, num dia em que quenianos faziam fila para votar em uma eleição presidencial que esperam que reconstrua a imagem do país depois da contestada votação de 2007 que desencadeou um derramamento de sangue.

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Poucas horas antes do início da votação às 6h da manhã (0h no horário de Brasília), com longas filas em todo o país, pelo menos nove policiais foram mortos na instável região costeira do Quênia, e seis agressores também morreram, disse o chefe da polícia regional Aggrey Adoli.

Houve dois ataques separados e oficiais da polícia culparam um movimento separatista por um deles -- que, se confirmado, sugeriria motivos diferentes dos que causaram as matanças étnicas após a eleição de 2007.

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Autoridades e candidatos fizeram apelos veementes para evitar uma repetição dos massacres tribais que ocorreram cinco anos atrás, quando as disputas sobre o resultado das urnas alimentaram confrontos entre apoiadores tribais de candidatos rivais.

Mais de 1.200 pessoas foram mortas, arruinando a reputação do Quênia como uma das democracias mais estáveis ​​da África e levando a sua economia a uma estagnação.

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Como em 2007, a corrida eleitoral resultou numa competição apertada entre dois candidatos, desta vez entre o primeiro-ministro Raila Odinga e o vice-primeiro-ministro Uhuru Kenyatta. Ambos dependem fortemente de votos de partidários tribais.

Um dos ataques com facões nesta segunda-feira ocorreu na periferia de Mombasa e outro em Kilifi, cerca de 50 quilômetros ao norte. Oficiais da polícia culparam um movimento separatista pelo ataque que ocorreu perto de Mombasa, o Conselho Republicano de Mombasa, que desejava o cancelamento da eleição nacional e a convocação de um referendo sobre a independência da região.

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Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelos ataques e não foi possível identificar de forma independente os agressores.

(Reportagem adicional de Hezron Ochiel, em Kisumu; e Drazen Jorgic, Beatrice Gachenge, Yara Bayoumy e George Obulutsa, em Nairóbi)

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