Ao menos 20 cidadãos de Bangladesh morreram na guerra da Ucrânia, dizem autoridades
Bangladeshis foram atraídos pelos russos com falsas promessas de emprego; muitos foram usados como ‘isca’ na linha de frente
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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As forças de segurança de Bangladesh informaram nesta quarta-feira (14) que pelo menos 20 cidadãos do país morreram após terem sido enviados ilegalmente para território ucraniano e forçados a lutar nas fileiras russas no contexto da invasão da Ucrânia.
O Batalhão de Resposta Especial da Polícia de Bangladesh indicou que há indícios de que todos eles foram levados para o território ucraniano, onde morreram durante confrontos, com a “falsa promessa de conseguir um emprego em uma empresa de construção”.
No entanto, uma vez no país, foram “obrigados a seguir um programa de treinamento que durou três semanas e no qual foram preparados para lutar na guerra”, segundo informações coletadas pelo jornal The Daily Star.
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Mohamad Asaduzaman, porta-voz da unidade especial, afirmou que “eles foram entregues ao Exército da Rússia, que lhes apreendeu os passaportes e os celulares imediatamente após chegarem ao solo russo”.
As investigações indicam que, posteriormente, foram enviados para o campo de batalha como “isca” para identificar “posições inimigas” na linha de frente, conforme explicou antes de detalhar que, dos cerca de 30 bangladeshis que foram enviados à Rússia no início de maio, pelo menos 17 morreram em ataques com drones.
Além disso, ele destacou que outros três teriam morrido posteriormente em um hospital.
Outros dois continuam em tratamento, um sobreviveu a esses ataques e outros seis permanecem no campo de batalha.
“Aqueles que foram enviados não tinham nenhum tipo de preparação física ou tática. Simplesmente foram traficados”, denunciou Asaduzaman, que indicou que duas pessoas foram acusadas de estarem envolvidas na rede de tráfico responsável por essa mobilização.
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