Acordo de compra de diesel russo ‘desfavorece a Ucrânia de todas as formas’, diz especialista
Enviados do presidente Donald Trump afirmaram que o pacto estabelece o terreno para o retorno das negociações de paz; professor discorda
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Após críticas terem sido feitas ao acordo que retira sanções dos Estados Unidos sobre a Rússia e fornece mais de 2 milhões de barris de diesel russo ao mercado norte-americano, enviados do presidente Donald Trump afirmaram que o pacto estabelece o terreno para o retorno das negociações de paz. Na análise do professor de relações internacionais Vitéelio Brustolin, entretanto, “o acordo do Trump é pura retórica”.
“Não ajuda a acabar com a guerra, não enfraquece a Rússia [...] e desfavorece a Ucrânia de todas as formas, inclusive com a impossibilidade de uma eleição”, adicionou o especialista durante o Conexão Record News desta terça-feira (13). O tratado comercial também foi criticado pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Trump respondeu com a sugestão de que eleições sejam realizadas para substituir o líder.
Devido à lei marcial aplicada ao país durante o período de guerra, eleições presidenciais não devem ocorrer. Ainda assim, Brustolin lembrou que “Zelensky fez essa oferta, que, prontamente, a Rússia recusou. Se a Rússia quisesse negociar a paz, ela teria aceitado, paralisaria a guerra por 60 dias e haveria uma eleição na Ucrânia. [...] Esse novo líder poderia negociar com o Trump, Putin e com o resto do mundo, mas a Rússia não tem interesse nisso”.
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