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Após afago israelense, Obama enfrenta insatisfação palestina

Internacional|Do R7

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Por Steve Holland e Ali Sawafta

RAMALLAH, Cisjordânia, 21 Mar (Reuters) - Após uma efusiva recepção em Israel, o presidente dos EUA, Barack Obama, viajou nesta quinta-feira à Cisjordânia ocupada para conversar com líderes palestinos que o acusam de ter colocado de lado seu sonho de terem um Estado.

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Obama chegou de helicóptero à sede do governo palestino, em Ramallah, onde palestinos desiludidos tinham pouca esperança de que a visita ajude na retomada do processo de paz.

Cerca de 150 manifestantes palestinos se reuniram em Ramallah para protestar contra a visita de Obama. Foram contidos por fileiras de policiais que os impediram de se aproximar da sede de governo, onde o episódio pousou.

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Sorridente, Obama foi recebido num tapete vermelho por funcionários palestinos que em sua maioria tinham o semblante fechado -- situação muito diferente dos sorrisos e tapinhas nas costas durante a elaborada cerimônia de boas vindas no aeroporto de Tel Aviv, na quarta-feira.

Obama deixou claro que não traz nenhuma nova iniciativa de paz, mas que viajou a Israel e aos Territórios Palestinos para "ouvir".

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Numa lembrança dos riscos sempre presentes na região, militantes palestinos da Faixa de Gaza dispararam dois foguetes contra Sderot, cidade no sul de Israel que Obama visitou como candidato a presidente em 2008. A polícia disse que não houve feridos.

Ninguém assumiu a autoria do ataque, e Obama não irá a Gaza, território controlado pelo grupo islâmico Hamas -- rival do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que tem apoio ocidental e condenou o ataque.

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Obama se reuniu na quarta-feira com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que no dia seguinte o acompanhou em uma visita ao Museu de Israel, onde o presidente viu os antigos Manuscritos do Mar Morto --salientando o vínculo judaico com a Terra Santa-- e uma exposição altamente tecnológica.

As discussões iniciais dele com Netanyahu pareceram ter girado em torno de prementes problemas regionais, como as ambições nucleares iranianas, a guerra civil na vizinha Síria e a necessidade de superar o ceticismo da opinião pública israelense.

Após repetidos atritos com Netanyahu durante o primeiro mandato de Obama, as relações entre eles parecem bem melhores agora -- o que irrita os palestinos, que atribuem o rompimento do processo de paz, em 2010, à insistência do líder israelense em ampliar assentamentos nos territórios ocupados.

Essa é a primeira visita presidencial de Obama a Israel e à Cisjordânia, e a primeira viagem internacional dele desde o início do seu segundo mandato, em janeiro.

"Vou considerar isto um sucesso se, quando eu for embora na sexta-feira, puder dizer para mim mesmo que tenho um entendimento melhor de quais são as restrições aqui", disse Obama em entrevista coletiva da quarta-feira, ao lado de Netanyahu.

(Reportagem adicional de Noah Browning, em Ramallah, Nidal al-Mughrabi, em Gaza, e Matt Spetalnick, Allyn Fisher-Ilan e Crispian Balmer, em Jerusalém)

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