Após pagamento de fiança, Musharraf ganha direito de liberdade de movimento
Internacional|Do R7
Islamabad, 7 nov (EFE).- O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf, que governou o país entre 1999 e 2008 e que se encontrava em prisão domiciliar desde abril, obteve liberdade de movimento após pagar uma fiança nesta quinta-feira, informou a imprensa local. Segundo o canal privado "Dawn", um juiz de um tribunal de Islamabad assinou a ordem de liberdade nesta manhã, depois que emissários do ex-presidente golpista pagassem como fiança um valor de 200 mil rúpias (cerca de US$ 2 mil). A liberdade de movimento sob o pagamento de fiança já tinha sido concedida na última segunda-feira por essa corte. Esse é o último dos casos abertos contra Musharraf que o mantinha preso, relativo à morte de um líder islamita em uma operação militar na Mesquita Vermelha de Islamabad em 2007. Agora, uma vez que encerrados os trâmites burocráticos, o ex-mandatário poderá voltar a se movimentar livremente mais de meio ano depois. Após a confirmação da notícia, os seguidores da Liga Muçulmana de Todo o Paquistão (APML na sigla em inglês) se concentraram em frente à residência do ex-presidente golpista, uma mansão situada nos arredores da capital paquistanesa. Um dos advogados do ex-chefe do Exército, Ahmed Raza Kasuri, disse hoje à imprensa que Musharraf deverá ir em breve a Dubai para visitar sua mãe, embora tenha assegurado que sua intenção é permanecer no Paquistão para resolver todos os assuntos pendentes com a Justiça. No entanto, Musharraf continua proibido de deixar o país. O ex-militar tem diversos julgamentos abertos, todos relativos a sua época à frente do país, mas seus advogados conseguiram que os diversos tribunais se inclinassem a favor da liberdade condicional em todos eles. Uma das causas obedece à decisão de seu governo de impor o estado de emergência e prender dezenas de juízes em 2007, e outra a sua suposta responsabilidade na morte do líder nacionalista baluchi Nawab Akbar Bugti em 2006. Além disso, no último mês de agosto, Musharraf foi acusado formalmente de conspiração para assassinar a ex-primeira-ministra Benazir Bhuto, morta em um atentado em 2007 que nunca foi esclarecido. O cerco judicial ao ex-general começou pouco antes das eleições gerais de maio passado - em abril foi detido -, das quais não pôde concorrer por ter sido desqualificado pelos tribunais eleitorais. Musharraf, o único dos quatro ditadores militares do Paquistão que foi acusado formalmente em um tribunal e detido, tinha retornado semanas antes ao Paquistão após um autoexílio de quatro anos. EFE pmm-igb/fk












