Logo R7.com
RecordPlus
‌

Após pressão de monarquias árabes, EUA parecem ter desistido de ação militar no Irã

Participação diplomática ocorreu em razão do temor de “graves repercussões”, ameaçadas por Trump

Internacional|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Após pressão de monarquias árabes, Trump desistiu de um ataque militar ao Irã por enquanto.
  • Participação diplomática visou evitar "graves repercussões" na região devido à crise interna no Irã.
  • A situação no Irã, marcada por protestos e repressão, resultou na morte de mais de 3.400 manifestantes.
  • Enquanto isso, o governo dos EUA anunciou novas sanções contra autoridades iranianas e reafirmou que todas as opções estão sobre a mesa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump recuou nas ameaças de atacar Irã após conversas com aliados Evelyn Hockstein/Reuters - 15.01.2026

Após a pressão diplomática de monarquias árabes como Arábia Saudita, Catar e Omã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu, ao menos por enquanto, de lançar um ataque contra o Irã e deu nas últimas 24 horas sinais de distensão na crise, que foram acompanhados por movimentos similares feitos pelo regime xiita.

A participação diplomática árabe ocorreu em razão do temor de “graves repercussões” que tal ação teria sobre a região, informou um alto funcionário saudita nesta quinta-feira (15).

‌

A República Islâmica foi sacudida por protestos que começaram em 28 de dezembro em consequência do aumento do custo de vida, que se transformaram em um movimento contra o regime teocrático no poder desde a revolução de 1979.

Organizações de defesa dos direitos humanos acusam o Irã de realizar uma repressão brutal que deixou milhares de mortos, em um país privado de acesso à internet há uma semana.

‌

Segundo o último balanço da ONG IHR (Iran Human Rights), com sede na Noruega, pelo menos 3.428 manifestantes morreram desde o início do movimento. As autoridades iranianas não deram nenhum balanço oficial.

Nesta quinta, a vida havia voltado ao normal em Teerã, segundo um jornalista da AFP na capital iraniana. Há vários dias não se registram grandes manifestações no país.

‌

Segundo o funcionário saudita, os três países do Golfo realizaram “um esforço diplomático de última hora, longo e intenso, para convencer o presidente Trump a dar ao Irã a chance de demonstrar boas intenções”, ele afirmou sob condição de anonimato.

Outro funcionário de uma monarquia do Golfo confirmou a conversa e acrescentou que também enviou uma mensagem ao Irã, indicando que atacar as instalações americanas na região “teria consequências” para as relações regionais de Teerã.

‌

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, advertiu que o Irã se defenderá “diante de qualquer ameaça estrangeira”, em uma conversa telefônica com seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, e pediu “uma condenação internacional a qualquer ingerência estrangeira”.

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça, que representa os interesses americanos no Irã, afirmou que o chefe de segurança iraniano, Ali Larijani, falou por telefone na quarta-feira (14) com o alto diplomata suíço Gabriel Luechinger.

Berna se ofereceu para “contribuir para a distensão da situação atual”, indicou o ministério.

Nesta quinta, o Conselho de Segurança da ONU também tem prevista uma reunião sobre o Irã.

Desde o início das manifestações, o presidente americano multiplicou as ameaças de intervenção militar.

No entanto, na quarta-feira, disse ter sido informado “por fontes muito importantes” de que “as matanças terminaram” e de que as execuções previstas de manifestantes “não irão ocorrer”. “Vamos observar e ver o que acontece depois”, Trump acrescentou, em referência a uma eventual ação militar.

A Casa Branca afirmou que o Irã suspendeu 800 execuções previstas para o dia anterior, em meio às ameaças de Trump, mas declarou que “todas as opções seguem sobre a mesa”, caso as autoridades iranianas matem mais manifestantes.

Tanto os Estados Unidos como organizações de defesa dos direitos humanos expressaram preocupação em particular com a situação de Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos que temiam que fosse executado.

No entanto, o Irã negou nesta quinta-feira que o manifestante, detido no sábado, tenha sido condenado à morte ou possa ser executado.

Segundo a Justiça iraniana, ele é acusado de atentar contra a segurança nacional e de propaganda contra o sistema, um crime que não prevê a pena de morte.

“Se for considerado culpado, será condenado a uma pena de prisão”, acrescentou o Poder Judiciário do país. Em entrevista à emissora americana Fox News, Araqchi declarou que “não haverá execuções hoje nem amanhã”.

Trump reagiu em sua rede social, Truth Social, onde afirmou: “esta é uma boa notícia. Espero que continue assim!”.

Uma semana sem internet

Enquanto Washington parece ter recuado de uma eventual ação militar, o Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra funcionários de segurança iranianos e redes financeiras. O Irã já é alvo de duras sanções internacionais por seu programa nuclear, que contribuíram para os problemas econômicos que desencadearam os protestos.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, “reina a calma” no país e as autoridades têm “controle total” da situação. A organização especializada em segurança digital NetBlocks afirmou nesta quinta que o bloqueio da internet imposto pelas autoridades iranianas já dura uma semana.

Apesar do apagão, novos vídeos dos protestos vazaram na internet com locais verificados pela AFP, nos quais é possível ver corpos alinhados no necrotério de Kahrizak, ao sul de Teerã, enquanto familiares desesperados buscavam seus parentes.

*Com informações das agencias internacionais.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.