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‘Parece que o presidente Trump foi demovido da ideia de atacar o Irã’, diz especialista

Ainda segunda Igor Lucena, países que se ocidentalizaram depois da Primavera Árabe foram mais bem-sucedidos; não é o caso do Irã

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A situação no Irã é crítica, com a população sofrendo com a falta de modernização e repressão.
  • Os Estados Unidos mobilizam forças no Oriente Médio em resposta a tensões com o Irã, mas evitam um ataque militar.
  • A desvalorização do rial e sanções externas aumentam a insatisfação popular e fragilizam o regime iraniano.
  • Especialistas apontam que a falta de adaptação às mudanças desejadas durante a Primavera Árabe contribui para as revoltas no Irã, Iraque e Síria.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mesmo após a declaração de Donald Trump sobre a situação do Irã estar melhorando, o cenário não parece ter mudanças. Na opinião do economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena, “parece muito mais que o presidente Trump foi demovido da ideia de atacar o Irã”.

No Conexão Record News desta quinta (15), o especialista afirmou que o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e altos generais do Pentágono desaconselharam um ataque ao Irã. Logo, a fala de Trump serviria como uma maneira do presidente não ter que levar em consideração as ameaças já feitas.

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Maior base dos EUA no Oriente Médio foi ameaçada de ataque Reprodução/Record News

Lucena analisa que os EUA se encontram em uma situação complicada, resultado das crises internacionais as quais o país está envolvido: “Eles já têm uma frente na Venezuela, a outra segue em Israel e a questão da Ucrânia se torna cada dia mais complicada. Trazer uma nova frente de combate no Oriente Médio, onde pode afetar preço de petróleo e até mesmo a insurreição de ataques às bases americanas ao redor do planeta [...] criaria uma espécie de causa desnecessária para os militares”.

O internacionalista explica que a situação no Irã não melhorou e que a pressão que o governo impõe no povo mostra a fragilidade do regime. “Todas as classes sociais estão contra o governo, a economia está em frangalhos. Hoje um milhão de riais — moeda iraniana — não valem nem um centavo de dólar, é zero”. A enorme desvalorização do rial está conectada não só aos acontecimentos atuais, mas também às diversas sanções impostas no Irã por parte da Europa e dos EUA. Ainda assim, ela é mais um motivo que leva à desaprovação do governo.

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Na visão do especialista, somente ocorrerá uma mudança de regime caso haja a radicalização da população, em um cenário semelhante ao da Síria, com a queda de Bashar al-Assad. Lucena é pessimista quanto as chances dessa possibilidade ocorrer: “Não se vê união nem líderes capazes de unificar o povo. O governo iraniano é muito mais organizado que o governo sírio em questão de infraestrutura, de meios de controle social, de internet, então isso torna, de fato, a situação mais complicada”. Mesmo ao levar este fator em consideração, o entrevistado acredita que o Irã não vai conseguir voltar à situação anterior, em consequência da morte de diversos líderes do país.

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A situação atual do governo, na opinião do economista, é crítica: “Só conseguem conter a população na base da força. Não há mais a capacidade econômica, os barris de petróleo não resolvem e o país é cada vez mais sancionado e os apoiadores russos e chineses estão com seus próprios problemas”.

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Primavera Árabe

Lucena acredita que os protestos estão ligados ao fato do Irã não ter se adequado às modernizações pedidas durante a Primavera Árabe: “É muito claro que as nações que aumentaram a repressão depois da Primavera Árabe são nações que estão caindo em problemas, a gente viu isso no Iraque, na Síria e agora no Irã”.

Países como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos conseguiram se ocidentalizar após os primeiros movimentos e hoje se encontram mais bem-sucedidos do que os outros: “Eles ainda são ditaduras extremamente duras contra os opositores, eles abriram mais direitos para a população o que faz com que o regime seja aceito [...] essa população se pergunta o porquê dela não poder ser igual aos vizinhos que conseguiram integrar-se ao mundo ocidental e oriental ao mesmo tempo”.

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