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Apreensão recorde de marfim no Quênia ultrapassa os R$ 2 milhões 

A caça ilegal é um crescente problema em países africanos

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Funcionário do porto de Mombasa organiza as peças apreendidas na operação
Funcionário do porto de Mombasa organiza as peças apreendidas na operação Joseph Okanga/REUTERS

A polícia do Quênia apreendeu duas toneladas de marfim, avaliadas em 1,15 milhão de dólares (cerca de R$ 2,35 milhões), na maior carga desse tipo já confiscada no país africano. A operação, realizada na última terça-feira (15) no porto de Mombasa, apreendeu 638 peças de marfim.

"Não entendemos de onde a pessoa tira coragem de juntar quantidades tão enormes de marfim, na esperança de passar por nossos sistemas de segurança", comentou Kibereng Seroney, agente da polícia portuária encarregado de investigações criminais.


O comissário-assistente da Autoridade de Arrecadação do Quênia, Gitau Gitau, afirmou que a documentação que acompanhava a carga apreendida dizia se tratar de pedras decorativas.

Segundo o funcionário, o marfim apreendido era originário de Ruanda e da Tanzânia e seria exportado para a Indonésia.


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A caça ilegal é um crescente problema em países africanos. Criminosos fortemente armados matam elefantes e rinocerontes por causa das suas presas, que são usadas como ornamentos e em alguns remédios populares.


A maioria das presas de elefante contrabandeadas a partir da África vai parar em países asiáticos e, em especial, na China.

Fontes oficiais apontam que, no último ano, 384 elefantes e 19 rinocerontes foram caçados ilegalmente no Quênia. Em 2011, foram 289 elefantes e 29 rinocerontes.

Todos os anos, a polícia do país prende 1.949 suspeitos de caça ilegal, reporta o portal de notícias norte-americano The Huffington Post.

Em 5 de janeiro, caçadores mataram uma família de 11 elefantes, no maior massacre de animais já registrado no Quênia, segundo autoridades.

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