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‘Hobbits’ da Indonésia podem ter sobrevivido com carne deixada por dragões-de-komodo

Homo floresiensis receberam o apelido devido à semelhança com os personagens de J.R.R. Tolkien

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Conhecidos como os 'hobbits' da Indonésia, os Homo floresiensis podem ter se alimentado de restos deixados por dragões-de-komodo.
  • Um estudo analisou fósseis na caverna de Liang Bua, ilha de Flores, mostrando marcas compatíveis com ataques de dragões-de-komodo.
  • Experimentos compararam marcas de dentes de dragões-de-komodo e ferramentas de pedra, revelando diferenças claras.
  • O Homo floresiensis tinha cerca de um metro de altura e viveu na ilha de Flores até 50 mil anos atrás, desaparecendo após a chegada dos Homo sapiens.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estudo aponta que dragões-de-komodo comiam primeiro os membros mais musculosos das presas Reprodução/Unsplash/David Clode

Os chamados “hobbits” da Indonésia podem ter levado uma vida muito diferente daquela retratada na ficção. Um estudo publicado recentemente na revista científica Science Advances indica que os integrantes da espécie Homo floresiensis provavelmente se alimentavam de restos de animais deixados por dragões-de-komodo, em vez de caçarem suas próprias presas.

A pesquisa foi liderada por cientistas dos Estados Unidos e da Alemanha, que reavaliaram fósseis encontrados na caverna de Liang Bua, na ilha de Flores, onde a espécie foi descoberta em 2004. Os pesquisadores analisaram marcas presentes em ossos de Stegodon, um parente extinto dos elefantes que habitava a região há milhares de anos.


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Para entender quem havia consumido aqueles animais, a equipe comparou os vestígios encontrados nos fósseis com marcas produzidas em um experimento envolvendo um dragão-de-komodo em cativeiro. Os cientistas ofereceram a carcaça de um bode ao réptil e, paralelamente, utilizaram ferramentas de pedra semelhantes às que eram fabricadas pelos antigos humanos para cortar outra carcaça. Em seguida, todas as marcas foram digitalizadas em modelos tridimensionais e analisadas por computador.

Os resultados mostraram diferenças claras entre os danos provocados pelos dentes dos lagartos e aqueles feitos por instrumentos de pedra. Ao aplicar esse método aos fósseis encontrados em Flores, os pesquisadores concluíram que a maior parte das marcas era compatível com ataques de dragões-de-komodo.


Segundo o estudo, das 254 marcas atribuídas a predadores, cerca de 100 foram associadas aos grandes répteis. Além disso, os cortes produzidos por ferramentas de pedra aparecem principalmente em regiões do esqueleto com pouca carne, como dedos e partes da cabeça, enquanto os dragões-de-komodo consumiam primeiro os membros mais musculosos das presas.

Outro indício que reforça essa hipótese é a ausência de evidências claras de caça. Os cientistas não encontraram marcas de lanças ou outros projéteis nos ossos, nem sinais consistentes de que os animais tenham sido assados sobre o fogo antes do consumo.


A partir dessas evidências, os autores sugerem que os Homo floresiensis aproveitavam as partes que sobravam das presas abandonadas pelos dragões-de-komodo, comportamento típico de animais carniceiros. A estratégia teria permitido a sobrevivência da espécie em uma ilha onde esses grandes lagartos ocupavam o topo da cadeia alimentar.

Os Homo floresiensis viveram na ilha de Flores até cerca de 50 mil anos atrás. Com aproximadamente um metro de altura e cérebro pequeno, ficaram conhecidos como “hobbits” devido à semelhança de estatura com os personagens criados por J.R.R. Tolkien. Acredita-se que tenham desaparecido pouco depois da chegada dos primeiros Homo sapiens à região.

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