Arma secreta dos EUA pode estar por trás de ‘Síndrome de Havana’; entenda
Primeiros casos do fenômeno foram em 2016, quando diplomatas, agentes da CIA e militares começaram a relatar sintomas
Internacional|Do R7
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Uma operação secreta dos Estados Unidos pode ter utilizado agentes para obter a arma que está por trás das lesões cerebrais conhecidas como Síndrome de Havana. As informações são do programa 60 Minutes, da emissora americana CBS.
Segundo a reportagem, a operação utilizou agentes infiltrados do Departamento de Segurança Interna americana para comprar a arma de uma rede criminosa russa por cerca de US$ 15 milhões em 2024.
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Fontes da CBS descreveram a arma como pequena, portátil, fácil de esconder e diferente de uma arma de fogo tradicional. Além disso, ela é silenciosa e capaz de penetrar janelas e paredes de gesso.
Os primeiros casos do fenômeno chamado “Síndrome de Havana” vieram à tona em 2016, quando diplomatas americanos, agentes da CIA e militares começaram a relatar sintomas estranhos e sem explicação clara.
Inicialmente, a agência de inteligência dos Estados Unidos minimizaram as suspeitas e afirmaram publicamente que era “muito improvável” que a condição estivesse relacionada à ação de um país adversário.
Mesmo assim, as pessoas afetadas descrevem que tiveram a audição, o equilíbrio, a visão e a capacidade cognitiva entre as capacidades comprometidas.
Entre os afetados está Chris, um tenente-coronel aposentado da Força Aérea dos Estados Unidos que trabalhou com satélites espiões altamente sigilosos. Ele e a esposa, Heidi, pediram que o sobrenome não fosse divulgado.
Em entrevista ao programa 60 Minutes, o ex-militar relatou que teria sido atingido diversas vezes dentro da própria casa, no norte da Virginia, em 2020.
“A sensação foi como se alguém tivesse me acertado um golpe na garganta e meu ouvido esquerdo tivesse ficado bloqueado”, contou. “Logo depois começaram pontadas fortes descendo pelo meu braço esquerdo. Na segunda vez, eu estava na cozinha olhando para a mata atrás da casa quando senti como se um torno estivesse apertando minha cabeça de repente”, disse.
A reportagem exibida pelo 60 Minutes reuniu depoimentos de autoridades e familiares que não tinham qualquer ligação entre si, mas que relataram experiências e sensações parecidas.
As pessoas afetadas foram informadas de que os sintomas poderiam ter origem em fatores ambientais, infecções virais ou até em problemas de saúde anteriores. A conclusão foi reiterada por um relatório de inteligência divulgado em 2023, que apontou, na época, ser “muito improvável” que as doenças graves estejam relacionadas à ação de um país adversário.
O médico David Relman, professor da Universidade de Stanford que coordenou duas investigações solicitadas pelo governo, rebate. Ao 60 Minutes, ele disse não ter dúvidas que não tem dúvidas de que pelo menos parte dos casos é legítima.
A opinião, segundo ele, é apoiada por grupos de especialistas, que reuniu médicos, físicos e engenheiros. Para eles, a explicação mais provável para uma parcela dos episódios envolve algum tipo de energia de radiofrequência.
Os estudos, por sua vez, apontam que a exposição a esse tipo de radiação pode provocar uma série de sintomas, incluindo perda de consciência e convulsões, manifestações frequentemente mencionadas por pessoas que relatam ter sido afetadas pela chamada Síndrome de Havana.
Uso em captura de Maduro
De acordo com a emissora americana CBS, o dispositivo estaria sendo testado há mais de um ano em um laboratório militar dos Estados Unidos.
A jornalista norte-americana Sasha Ingber, que já trabalhou no Departamento de Estado e na rádio pública NPR, afirmou ter recebido uma pista durante uma entrevista com um homem que se apresentou como integrante da equipe de segurança do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Segundo ela, o entrevistado relatou que os guardas responsáveis pela proteção de Maduro teriam sido inexplicavelmente “neutralizados” durante a operação de captura do venezuelano, o que, na avaliação da jornalista, pode indicar que o equipamento já teria sido utilizado em uma situação real de combate.
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