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Assad diz que Síria vai acabar com responsáveis por ataque a mesquita

Internacional|Do R7

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Por Dominic Evans

BEIRUTE, 22 Mar (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, prometeu nesta sexta-feira limpar o país das "forças extremistas" acusadas por ele de terem assassinado um líder clérigo muçulmano sunita que apoiava a batalha de dois anos do governo contra rebeldes e manifestantes.

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Assad fez a promessa em uma mensagem de condolência pela morte de Mohammed al-Buti, que morreu junto com dezenas de fiéis em um bombardeio a uma mesquita de Damasco, na quinta-feira.

A mídia estatal disse que o número de mortos na explosão era 42, mas o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora a violência em todo o país, disse que 52 pessoas morreram e que o número final deve superar 60.

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O assassinato em massa dentro de um lugar religioso chocou muitos sírios, mesmo estando há muito tempo acostumados com o derramamento de sangue diário num conflito que já matou 70 mil pessoas e forçou centenas de milhares a deixarem o país.

Autoridades decretaram um dia de luto no sábado, quando está previsto um funeral para Buti, que muitas vezes realizava seus sermões na histórica mesquita de Umayyad.

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"Seu sangue... e de todos os mártires da Síria não será derramado em vão", disse Assad. "Vamos aderir ao seu pensamento para eliminar a escuridão e o extremismo até limparmos o nosso país deles."

O bombardeio à mesquita ocorreu no bairro de Mazraa, o mesmo onde um carro-bomba matou mais de 60 pessoas há um mês, em outro sinal de que a guerra civil da Síria chegou ao coração da capital controlada por Assad.

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As posições de artilharia de Assad, no extremo norte de Damasco, atacaram as cidades controladas pelos rebeldes de Derayya e Moadamiya nesta sexta-feira, e um morador de Damasco disse que o cheiro de pólvora era forte no centro da cidade.

O presidente, de 47 anos, tem ordenado ataques aéreos, disparos de artilharia e o lançamento de mísseis tipo Scud para atingir os combatentes rebeldes que controlam partes do leste e do norte da Síria, e que desafiaram o domínio do governo sobre a maioria das principais cidades do país.

Governo e rebeldes se acusaram mutuamente de usarem armas químicas em confrontos perto da cidade de Aleppo, na terça-feira, em que 26 pessoas foram mortas.

A ONU prometeu investigar o incidente, embora uma autoridade dos EUA tenha dito que cada vez mais parece que uma arma química não foi utilizada.

O líder da oposição, Moaz Alkhatib, ele próprio um ex-líder da mesquita de Umayyad, disse que a morte de um clérigo muçulmano em um santuário religioso era "um crime em todos os sentidos da palavra".

"Podemos não concordar com ele politicamente, e acreditava que ele estava errado em ficar com os governantes, mas a sua morte abre as portas para um mal que só Deus sabe", disse ele em um comunicado.

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