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Assad visita Universidade de Damasco em meio a temores de massacre

Internacional|Do R7

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O presidente sírio, Bashar al-Assad, inaugurou neste sábado na Universidade de Damasco um marco em memória de estudantes mortos desde o início da revolta neste país, em março de 2011, enquanto centenas de pessoas fugiam da cidade de Banias temendo um massacre.

Imagens da agência de notícias estatal Sana mostram o chefe de Estado em sua segunda aparição em quatro dias. Ele tinha visitado na quarta uma central elétrica no centro de Damasco, em ocasião do Dia do Trabalho.

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"O presidente Bashar al-Assad participou da inauguração de um marco na Universidade de Damasco em memória dos mártires das universidades sírias, na presença de milhares de estudantes e de famílias de estudantes mortos", indicou a agência.

Uma foto do presidente em meio aos estudantes foi postada na página no Facebook da Presidência síria.

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No dia 15 de janeiro, mais de 82 pessoas, em sua maioria estudantes, morreram em explosões ocorridas na Universidade de Aleppo (norte). Cento e sessenta pessoas ficaram feridas no ataque, pelo qual rebelião e governo trocaram acusações.

Em 28 de março, pelo menos doze estudantes morreram na queda de um morteiro na Faculdade de Arquitetura do centro de Damasco. A rede de televisão pública acusou "terroristas", termo utilizado pelas autoridades para designar os rebeldes que lutam contra as tropas do regime de Bashar al-Assad.

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Enquanto isso, no noroeste do país, centenas de famílias fugiam dos bairros sunitas de Banias temendo um "novo massacre", após o cometido na cidade vizinha, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, "eles começaram a fugir esta manhã dos bairros sunitas do sul da cidade em direção a Tartous e Jablé", respectivamente ao sul e ao norte de Banias.

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Este êxodo começou devido a bombardeios executados na sexta-feira contra bairros sunitas e a informações sobre um "massacre" cometido um dia antes na cidade de Bayda e em uma aldeia próxima.

Os bombardeios de sexta contra o bairro de Ras al-Nabaa deixaram pelo menos nove mortos, segundo Abdel Rahman. "Há mais pessoas consideradas desaparecidas, o que pode aumentar esse registro", acrescentou.

Um vídeo de Ras al-Nabaa filmado por militantes e divulgado pelo OSDH mostra uma pilha de corpos ensanguentados em uma rua, com pelo menos uma criança entre eles.

A ONG indicou pelo menos 50 mortos em Bayda, em sua maioria civis, indicando que as mortes foram causadas por execuções sumárias e bombardeios.

A Coalizão opositora síria denunciou um "massacre em grande escala".

O regime afirmou ter matado "terroristas" em Bayda.

Junto com as cidades de Tartous e de Lattakia principalmente, Banias faz parte do chamado "país alauita" -- que se estende ao longo do litoral. Os alauitas formam a comunidade do presidente Bashar al-Assad.

bur/sk/vl/dm

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