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Assédio contra asiáticos-norte-americanos faz ativistas reagirem

Asiáticos vêm sofrendo com a escalada de ataques nos Estados Unidos. Ativistas patrulham ruas e manifestam-se nas redes sociais 

Internacional|Do R7

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O FBI alertou para o aumento dos crimes de ódio contra asiáticos-norte-americanos
O FBI alertou para o aumento dos crimes de ódio contra asiáticos-norte-americanos

Um aumento do assédio contra asiáticos-norte-americanos desde que a pandemia de coronavírus começou levou ativistas comunitários dos Estados Unidos a reagirem formando patrulhas de rua, manifestando-se nas redes sociais e apoiando uns aos outros na internet.

Asiáticos de várias nacionalidades vêm sofrendo com a escalada de ataques neste ano, que ativistas ligaram ao surgimento da pandemia na China. Alguns disseram temer que o assédio piore em um ano eleitoral nos EUA, e as tensões entre o país e a China estão se agravando em temas como comércio, Hong Kong e coronavírus.

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"Quando a China é transformada no inimigo, pessoas que se parecem chinesas são o inimigo. A economia está desmoronando, pessoas estão morrendo. Elas estão bravas e assustadas e querem descontar ainda mais nos asiáticos-norte-americanos", disse Russell Jeung, professor de Estudos Asiáticos-Norte-Americanos da Universidade Estadual de San Francisco.

Relatos

Desde 19 de março, mais de 1.800 casos de assédio relacionado à pandemia de coronavírus foram relatados ao Stop AAPI Hate, um site que Jeung criou com dois grupos de ativismo social.

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Nove de 10 vítimas foram visadas por causa de sua raça, e 37% dos incidentes aconteceram em áreas públicas, disse a organização. O assédio verbal e o ostracismo ocorreram em mais de 90% dos casos. As vítimas foram agredidas fisicamente ou foram alvo de tossidas ou cuspes em cerca de 15% dos casos.

Alguns episódios de assédio aconteceram dentro de lojas, disse Jeung, acrescentando que o Stop AAPI Hate está trabalhando com varejistas para decidir como garantir um acesso seguro aos clientes.

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Combate à discriminação

A Comissão de Direitos Humanos da Cidade de Nova York lançou nesta semana uma campanha multilíngue para combater a discriminação ligada à covid-19 depois de receber mais de 350 queixas do tipo entre 1º de fevereiro e 15 de maio. Destas, 133, ou 37%, visaram asiáticos – no mesmo período de 2019 só houve 11 queixas de discriminação de asiáticos.

O FBI alertou para o aumento dos crimes de ódio contra asiáticos-norte-americanos desde que a pandemia de coronavírus começou, de acordo com reportagens que citaram documentos internos.

Em algumas comunidades de chineses, patrulhas voluntárias estão sendo formadas para proteger os moradores e confrontar os agressores. Em Nova York, panfletos e pôsteres com as palavras "Não seja cruel" foram criados por Shirley Ng e suas amigas para serem expostos em vitrines de Chinatown com dicas para se denunciar um crime.

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