Atentados com carros-bomba no Iraque deixam 17 mortos e 54 feridos
Internacional|Do R7
(Atualiza com um terceiro atentado) Bagdá, 22 jan (EFE).- Pelo menos 17 pessoas morreram e outras 54 ficaram feridas nesta terça-feira após a explosão de três carros-bomba em zonas ao sul e ao norte de Bagdá, informaram à Agência Efe fontes policiais. No primeiro ataque, um veículo conduzido por um suicida explodiu próximo de um posto de controle do Exército na área de Al Mahmudiya, a 250 quilômetros ao sul da capital, e causou a morte de seis pessoas, entre elas dois soldados, além de deixar 14 feridos. Na zona de Al Shoala, ao norte de Bagdá, pelo menos cinco pessoas perderam a vida e 15 ficaram feridas pela explosão de um carro-bomba estacionado em um movimentado mercado. Além disso, em Al Taji, 20 quilômetros ao norte da capital, outras seis pessoas morreram, entre elas um uniformizado, e 25 ficaram feridas pela detonação de um veículo carregado com explosivos e conduzido por um terrorista suicida, nas proximidades de um posto de controle militar. Ontem, o Estado Islâmico do Iraque, um conglomerado de grupos terroristas vinculados à Al Qaeda, assumiu a autoria dos ataques que ocorreram na semana passada no país. A organização explicou que os atentados, que deixaram vários mortos e centenas de feridos, foram como vingança pela detenção de radicais islâmicos em prisões iraquianas. Estes ataques coincidem com uma crise política no país, palco de protestos nas províncias de maioria sunita que exigem a libertação de detidos e a derrogação da lei anti-terrorista, que os sunitas acham que é empregada contra eles. Na manhã desta terça, o principal bloco opositor, Al Iraqiya, de tendência laica e integrado por líderes sunitas e xiitas, anunciou seu boicote às sessões do governo de união nacional, liderado pelo xiita Nouri al-Maliki. Al Iraqiya, que conta com oito ministros no Executivo, além de ocupar uma das vice-presidências do governo, justificou sua decisão "pela política de marginalização e a ausência de respostas aos pedidos dos manifestantes". EFE ah-hh-ssa/ff










