Internacional Atirador da Flórida: o que se sabe sobre a ação que matou 17 pessoas

Atirador da Flórida: o que se sabe sobre a ação que matou 17 pessoas

Nikolas Cruz chegou de carro, com uniforme da escola e teria disparado cerca de 150 tiros. Para a polícia, o massacre havia sido premeditado

O que se sabe sobre a ação do atirador da Flórida

Atirador chegou até escola de uber e fugiu em meio à multidão

Atirador chegou até escola de uber e fugiu em meio à multidão

Getty Images / Susan Stocker - Pool /15.2.2018

O passo-a-passo da ação de Nikolas Cruz, acusado de ser o atirador da escola Marjory Stoneman Douglas que matou 17 pessoas na cidade de Parkland, na Flórida, deixa claro que o jovem agiu com frieza e certo planejamento.

O que se sabe até agora sobre a ação, segundo os relatos das autoridades que realizam a investigação e de testemunhas, é o seguinte:

Um jovem de 19 anos adentrou a escola na última quarta-feira (14) armado de um rifle AK-15 semiautomático. Segundo a CNN, aproximadamente 150 tiros foram disparados. Ao final da ação, 17 pessoas foram mortas e outras 14 ficaram feridas.

Em comentários nas redes sociais, o jovem acusado de ser o atirador supostamente já anunciava que desejava ser um “atirador de escolas profissional”. Uma conta no Youtube em nome de Nikolas Cruz chegou a ser investigada pelo FBI no ano passado.

No dia do tiroteio na escola, ele pegou um uber até o local. No horário em que chegou, por volta das 14h20 (horário local), a escola se preparava para dispensar os alunos, portanto a entrada de carros estava liberada para que os pais pudessem buscar seus filhos. Além disso, ele usava um uniforme da instituição, o que facilitou sua entrada no prédio.

Atirador preparou arma em banheiro da escola

Assim que entrou, ele foi diretamente para um banheiro, no segundo andar, onde começou a preparar a arma que, até então, estava escondida em sua mochila. Um estudante o flagrou neste momento. “É melhor você sair daqui, as coisas vão ficar quentes”, teria sido a resposta de Nikolas, segundo o jornal USA Today. O estudante alertou alguns funcionários.

No instante seguinte o atirador disparou o alarme de incêndio e começou a atirar.

A aluna Kemilly dos Santos Duchini contou ao R7 que os alunos não podem deixar as salas quando o alarme é ativado, pois pode se tratar de uma brincadeira de algum estudante buscando distrair os colegas.

Ainda assim, alunos e professores começam a se proteger dentro das salas de aula, enquanto outros fugiram para um supermercado Wallmart que fica nas redondezas. Os alunos começaram a ligar para a polícia e em seguida o tiroteio acaba.

Nikolas se aproveita do tumulto da fuga dos alunos e se mistura na multidão. Ele também vai para o Walmart. Dentro do mercado, para em uma loja da lanchonete Subway, onde toma uma bebida.

Logo depois, ele vai para uma loja do Mc Donald’s, um pouco mais longe da escola, onde permanece por cerca de meia hora.

Mais de duas horas depois de ter iniciado o massacre na escola, o atirador é encontrado pela polícia vagando pelas ruas da região. Ele se rende sem oferecer resistência.

O acusado foi levado ao hospital pois estava com dificuldades para respirar. Depois de medicado, foi devolvido para a custódia da polícia.

Nikolas tinha problemas psicológicos, diz defesa

Nikolas Cruz foi acusado de assassinato premeditado, pois para a polícia ele já estava planejando o tiroteio há algum tempo.
A defesa de Nikolas, argumenta que o jovem possui problemas psicológicos e “possibilidade de autismo”.

O defensor público Gordon Wekes que está responsável pela defesa do jovem afirmou acreditar que o atirador planejava cometer suicídio após o massacre.

Alguns vizinhos, em entrevista à CNN, afirmaram que o jovem possuía comportamento diferente desde a infância. Meses antes do massacre na escola, Nikolas foi flagrado atirando em garrafas no jardim e em galinhas criadas pelos vizinhos.

Ele morava com amigos após sua mãe adotiva ter morrido em novembro. Seu pai já havia morrido anos antes.