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Ativistas de 200 países pedem que Brasil acolha Snowden

Documento foi assinado por mais de um milhão de pessoas

Internacional|Do R7

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Edward Snowden conseguiu asilo temporário na Rússia
Edward Snowden conseguiu asilo temporário na Rússia

O movimento ativista global Avaaz entregará nesta quinta-feira (13) às autoridades brasileiras um documento respaldado por mais de um milhão de pessoas de 200 países no qual se solicita asilo para o ex-analista de inteligência da CIA Edward Snowden.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, Avaaz explicou que o documento no momento da entrega, os ativistas da organização realizarão um ato na frente da sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

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"O maior denunciante do mundo está isolado no inverno russo, correndo o risco de ser preso em uma solitária, ser alvo de humilhações e maus-tratos e até enfrentar pena de prisão perpétua se os agentes norte-americanos colocarem as mãos nele", diz o texto que o Avaaz postou em seu site.

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"Mas nesta semana poderemos ajudá-lo a conseguir um porto seguro", acrescenta a nota, que garante que é possível enviar o documento a presidente Dilma Rousseff.

Snowden está desde o meio do ano passado na Rússia, onde recebeu asilo temporário que, em princípio, é válido somente até agosto deste ano.

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Antes de ser amparado pela Rússia, solicitou ser recebido em vários países, entre eles o Brasil, que então informou que "não tinha intenção de responder", o que, em termos diplomáticos, foi interpretado como recusa.

Em dezembro do ano passado, Snowden divulgou uma carta na qual fez vários elogios ao Brasil e sua "tradição de asilo", e considerou que o país representa "uma dos mais interessantes e vibrantes democracias do mundo".

A carta foi considerada por alguns setores como um novo pedido de asilo, mas a própria Dilma recusou essa interpretações. "Eu não acho que o governo brasileiro tenha de se manifestar sobre um indivíduo que não deixa claro e não se dirigiu a nós", afirmou Dilma.

Entre os muitos documentos vazados há vários nos quais se revelou que os Estados Unidos espionaram as comunicações de Dilma, de diversos ministros e colaboradores e de algumas empresas como a Petrobras.

Dilma reagiu com indignação; cancelou a visita de Estado prevista para fazer a Washington em outubro do ano passado, e promoveu um debate na ONU com o objetivo de impedir a espionagem através da internet.

O debate foi concluído em dezembro do ano passado com a adoção de uma resolução na qual a ONU reafirmou "o direito à privacidade, segundo o qual ninguém pode ser objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada, sua família, seu domicílio ou sua correspondência".

O texto exorta os países a respeitar e proteger o direito à privacidade, inclusive nas comunicações digitais, e insta aos Estados a adotar medidas para impedir violações e a criar as condições necessárias para isso mediante legislações nacionais.

Além de promover esse debate nas Nações Unidas, Dilma convocou uma conferência global para o fim de abril em São Paulo, com o objetivo de que o assunto seja debatido por chefes de Estado, empresários, acadêmicos e movimentos sociais. 

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