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Ativistas haitianos pedem que EUA suspendam deportações

Internacional|Do R7

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Por Zachary Fagenson

MIAMI (Reuters) - Wildrick Guerrier, um refugiado do devastador terremoto que atingiu o Haiti em 2010, morreu numa prisão haitiana em 2011, 10 dias após os Estados Unidos revogarem sua permissão temporária para ficar no país e deportá-lo junto a outros 26 homens.

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Um relatório divulgado nesta quinta-feira por centros de Direito das universidades de Miami e Chicago descreve como Guerrier, de 34 anos, morreu de cólera na prisão haitiana após ser exposto a sangue, fezes e vômito.

No relatório, juristas e ativistas haitianos pediram ao Departamento de Segurança Interna dos EUA para suspender sua política de deportação de haitianos condenados por duas contravenções ou um crime.

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O documento diz que pelo menos 1.500 homens e mulheres foram deportados nos últimos cinco anos. Alguns tiveram a permissão revogada depois de cometerem erros relativamente pequenos, como não devolver um carro alugado no tempo adequado ou dar informação falsa a agentes da polícia, disse Geoffrey Louden, da Clínica de Direitos Humanos da Escola de Direito da Universidade de Miami.

Enquanto alguns deportados foram condenados por crimes violentos, Louden disse: "Muitos são residentes permanentes legais de longa data com profundos laços familiares que se sentem estranhos em uma terra estranha."

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Guerrier foi deportado depois de ser preso por posse ilegal de arma de fogo e agressão a um agente da lei.

O relatório também pediu aos EUA para estender a condição de proteção temporária aos haitianos para além de 2016, ano em que deve expirar.

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A agência norte-americana responsável pela imigração e alfândega afirmou em comunicado que as autoridades têm trabalhado com o governo haitiano e outros parceiros "para retomar as remoções de modo seguro, humano e minimamente perturbador quanto possível."

O órgão acrescentou que também está trabalhando "para desenvolver uma estratégia de reintegração abrangente que englobe uma gama de serviços para os haitianos que voltam ao país e suavizar a sua transição para a sociedade haitiana, incluindo a assistência de saúde e treinamento".

O Haiti ainda se recupera cinco anos após um terremoto de magnitude 7 destruir grandes áreas da capital, Porto Príncipe. O surto de cólera que começou pouco depois mergulhou o país em mais miséria.

Recentemente, o Haiti tem sido inundado com protestos contra o aumento dos preços da gasolina e bloqueios de estradas sob o governo do presidente haitiano, Michel Martelly.

Ativistas disseram que as deportações pesam sobre as famílias, forçando adolescentes e jovens adultos que deveriam estar na escola a se tornar chefes de família e cuidadores.

"Estamos tentando construir a fundação de uma comunidade sobre a qual possamos ter algum otimismo", disse a proeminente autora haitiana Edwidge Danticat. "Essas deportações estão tornando isso impossível."

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