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Austrália põe fim a 12 anos de presença militar no Afeganistão

Tropas foram enviadas em 2001, para combater a Al Qaeda

Internacional|Do R7

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A Austrália pôs fim a 12 anos de missão militar no Afeganistão com a retirada dos últimos soldados desdobrados na província de Oruzgan, anunciou nesta segunda-feira (16) o primeiro-ministro do país, Tony Abbott.

Ao notificar o fechamento da base de Tarin Knot, nas províncias centrais do Afeganistão, Abbott lembrou que 40 soldados australianos morreram e outros 261 foram gravemente feridos desde que começou a missão em 2001 para lutar contra a Al Qaeda após os atentados de 11 de setembro daquele ano nos Estados Unidos.


"Sabemos que pagamos um alto preço, mas o sacrifício não foi em vão", ressaltou Abbott em entrevista coletiva em Sydney junto a seu ministro da Defesa, David Johnston.

Os últimos soldados australianos, que partiram ontem, viajam acompanhados dos tradutores afegãos que trabalharam com as forças do país.


A retirada das tropas da Austrália, o país que mais forneceu soldados fora do contingente da Aliança Atlântica, inscreve-se dentro dos planos da coalizão de passar totalmente a responsabilidade sobre a segurança ao Governo do Afeganistão no final de 2014.

A Austrália forneceu um total de 25 mil soldados, que serviram em diferentes momentos desde 2001, e destinou mais de US$ 6,708 bilhões nessa missão internacional. Apesar do fim do desdobramento, a Austrália deixará 400 soldados no Afeganistão para continuar com os trabalhos de consultoria e capacitação, principalmente em Cabul e Kandahar.


Além disso, o governo de Canberra destinará cerca de US$ 89 milhões anuais às forças de Defesa do Afeganistão, segundo a emissora local ABC.

— Evidentemente isso nos dá a capacidade de manter um olho na situação.


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