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Autoridades buscam explicações para ataque em base naval em Washington

Internacional|Do R7

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Por Ian Simpson

WASHINGTON, 17 Set (Reuters) - Autoridades de Washington se perguntavam nesta terça-feira como um ex-militar dos EUA com um histórico de problemas com a lei conseguiu obter autorização para entrar numa base da Marinha, onde matou 12 pessoas antes de ser morto pela polícia.

O suspeito, Aaron Alexis, de 34 anos, um prestador de serviço da Marinha de Fort Worth, no Texas, entrou na base naval de Washington segunda-feira de manhã e abriu fogo, espalhando pânico na base localizada a apenas 2,5 quilômetros do Congresso dos EUA e a 4,8 quilômetros da Casa Branca.

Os investigadores ainda estão à procura do motivo para o ataque. Alexis tinha autorização para entrar na base, na margem do rio Anacostia, apesar de dois incidentes com a Justiça por uso de armas de fogo e de ter sido dispensado da reserva da Marinha em 2011, após uma série de problemas de má conduta.

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"É realmente difícil acreditar que alguém com um registro marcado como esse homem pôde conseguir, você sabe, liberação para obter... as credenciais para entrar na base", disse à CNN o prefeito de Washington, Vincent Gray.

O prefeito disse que cortes automáticos no Orçamento dos EUA, conhecidos como sequestros, podem ter levado a economias que se não tivessem sido feitas teriam impedido Alexis de entrar na base fortemente vigiada.

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"Obviamente, 12 pessoas pagaram o preço final pelo que quer que tenha sido feito para esse homem entrar na base", disse Gray.

A CNN informou que Alexis tinha entrado em contato recentemente com dois hospitais para veteranos. Acredita-se que ele estivesse procurando ajuda para problemas psicológicos, segundo a emissora.

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Militares são geralmente proibidos de portar armas em instalações militares nos Estados Unidos, mas a maioria das pessoas com credenciais adequadas não passa por revistas rotineiramente.

Oito pessoas ficaram feridas, incluindo três que foram baleadas. A polícia identificou sete pessoas mortas, e a identificação dos demais aguarda a notificação aos familiares.

A polícia matou Alexis em um troca de tiros depois que ele entrou na sede do Comando Naval por volta das 8h20 (9h20 no horário de Brasília) e começou a atirar nas pessoas que estavam em uma lanchonete, disseram testemunhas.

Alexis estava armado com um fuzil AR-15, uma espingarda de cano duplo e uma pistola, disse uma fonte policial.

O incidente é o pior ataque a uma instalação militar dos EUA desde 2009, quando o major Nidal Hasan abriu fogo contra soldados desarmados em Fort Hood, no Texas, matando 13 pessoas e ferindo 31.

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