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Avião que caiu em Cuba não tinha autorização para voar na Guiana

Um piloto aposentado cubano afirmou que havia uma recomendação para que a Cubana Aviación não alugasse aviões da empresa mexicana

Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com agências internacionais

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México vai ajudar nas investigações
México vai ajudar nas investigações

As autoridades de aviação da Guiana tinham proibido o avião que caiu em Cuba e matou mais de cem pessoas na última sexta-feira (18) de voar no país depois que descobriram que a tripulação permitia que os passageiros levassem uma sobrecarga de bagagem considerada perigosa.

Uma inspeção no ano passado mostrou que havia malas até no banheiro do avião que fazia a rota Cuba-Guiana. Os cubanos não precisam de visto e vão até o país comprar produtos que não estão disponíveis na ilha, por conta do embargo.

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A companhia mexicana Damojh que operava ambos os voos havia alugado sua aeronave e a tripulação para a companhia aérea estatal Cubana Aviación.

Um piloto aposentado cubano fez uma publicação em seu Facebook dizendo que havia uma recomendação para que a Cubana Aviación não alugasse mais aviões dessa empresa mexicana.

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Ovidio Martínez Lòpez contou que em 2010 um avião da Damojh sumiu por algum tempo do radar dos controladores de voo. Mais tarde, Lòpez ressaltou que é importante “esperar os resultados das investigações”.

O ministro de transportes de Cuba, Adel Yzquierdo Rodríguez afirmou que o aluguel de aviões é comum, já que o país tem dificuldades de comprar aeronaves novas por conta do embargo.

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Yzquierdo afirmou ainda que a responsabilidade da manutenção dos aviões alugados era da Damojh.

Cuba até conseguiu comprar alguns aviões nos últimos anos, mas teve problemas com a manutenção e elas foram tiradas de circulação.

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As autoridades cubanas informaram ainda que o boeing foi fabricado em 1979.

Em 2010, outro avião, fabricado em 1975, teve um pequeno incêndio ao pousar na cidade do México.

A Damojh tinha licença para alugar aviões e seu programa de manutenção havia sido renovado em novembro de 2017 pelas autoridades mexicanas.

O México vai enviar especialistas para ajudar na investigação, mas o governo cubano também solicitou a presença de funcionários da Boeing para acompanhar o processo.

As três sobreviventes continuam em estado crítico e a informação de que dois argentinos morreram no acidente foi confirmada pelo governo do país sul-americano.

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