Ban exige "unidade" no Conselho de Segurança para resolver "calamidade" síria
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 22 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu nesta terça-feira ao Conselho de Segurança que deixe de lado suas diferenças e mostre "unidade" para resolver a crise na Síria, a primeira grande prioridade do órgão para 2013. "Este ano afrontamos diversos problemas e a calamidade na Síria é nossa primeira grande prioridade, (um país onde) a situação humanitária está cada vez pior", afirmou Ban em sua primeira entrevista coletiva do ano na sede das Nações Unidas. O secretário-geral, que expressou sua "total confiança" no trabalho realizado pelo representante especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, lembrou ao Conselho a grande responsabilidade que tem para resolver o conflito. Ban, que se mostrou "encorajado, mas não satisfeito" pelos desafios que a comunidade internacional ainda tem pela frente, lembrou que mais de 650 mil pessoas fugiram da Síria desde que explodiu a crise há quase três anos e disse que as necessidade humanitárias são "urgentes". Neste sentido, o secretário-geral lembrou a importância da conferência de doadores para a Síria que será realizada no próximo dia 30 no Kuwaitm, após lembrar que a comunidade humanitária solicitou pelo menos US$ 1,5 bilhão para os próximos seis meses. Ban indicou que o ambiente político segue "polarizado" tanto na Síria como na região, e pediu novamente ao Conselho "unidade" para enfrentar a crise, fazendo uma chamada a todos os estados para que coloquem um fim no envio de armas ao país. "A violência implacável e as violações de direitos humanos continuam, assim como o uso de armamento pesado e a violência sexual generalizada", lamentou o principal responsável da ONU, que exigiu que os responsáveis sejam levados perante a justiça. Além disso, reiterou seu "pleno apoio" ao mediador internacional, com quem se reuniu na segunda-feira em Nova York, e disse que Brahimi continuará nos próximos dias se reunindo separadamente com os representantes dos países do Conselho de Segurança. "Coincidimos na ideia de que há um longo caminho por percorrer para que voltem a estar unidos", acrescentou Ban, que ressaltou que o futuro do país está em mãos dos sírios, mas a comunidade internacional tem uma grande responsabilidade para colocar um fim ao sofrimento. A violência se recrudesceu nos últimos meses no meio da paralisia dos esforços políticos mediadores, que não conseguiram colocar um fim a um conflito que começou em março de 2011 e que derivou em uma guerra civil. Pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida no conflito sírio até novembro, enquanto o número de deslocados supera já os dois milhões, de acordo com os últimos dados facilitados pela ONU. EFE elr/ff










