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Ban Ki Moon pede fim de bloqueio em Conferência sobre o Desarmamento

Internacional|Do R7

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O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, exortou a Conferência do Desarmamento da ONU a acabar com o bloqueio sobre a questão nuclear que paralisa as discussões há anos.

"É essencial acabar com esse bloqueio contínuo que arruína a credibilidade da Conferência e do processo de desarmamento", declarou Ban Ki-Moon em uma mensagem lida na abertura da sessão 2013 nesta terça-feira em Genebra.


No ano passado, na abertura do evento ele alertou para o risco de "naufrágio" e de ver as políticas de desarmamento tratadas em outras instâncias.

As discussões continuaram em um impasse depois de quatro anos devido às reticências do Paquistão em debater a questão nuclear. Como a Conferência funciona segundo a regra do consenso, isso é o suficiente para travar os trabalhos.


Evocando razões de segurança nacional, o Paquistão se opõem há quatro anos às modalidades de aplicação do programa de trabalho estabelecido pela Conferência do Desarmamento da ONU em maio de 2009, bloqueando a retomada das negociações sobre a questão nuclear.

Aproveitando o clima criado pelo presidente americano Barack Obama, a Conferência saiu em 29 de maio de 2009 de um estado de letargia, adotando pela primeira vez desde 1996 um programa de negociações sobre matérias físseis e discussões sobre armas no espaço e o desarmamento nuclear.


Desde então, as reticências de Islamabad sobre as negociações de um eventual tratado de interdição da produção de materiais físseis para as armas nucleares impedem o avanço da Conferência.

Nos últimos anos, as autoridades de Islamabad explicaram que não desejam entrar nas negociações sobre um tal tratado que endossaria a "assimetria" das forças nucleares entre o Paquistão e a Índia, denunciada por suas "doutrinas ofensivas militares".


Citando um de seus antecessores, o sueco Dag Hammerskjold, o secretário-geral lembrou que em matéria de desarmamento "o status quo não existe, se você não avança, você recua".

Muitos países expressaram sua frustração com a falta de progresso. "Há muita desesperança", observou um representante que pediu anonimato. A sessão atual termina em 28 de março.

nl-pjt/dro/mr-mvv

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