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O que se sabe sobre o terremoto que atingiu a Colômbia

País registrou tremor de magnitude 7,4 nesta segunda-feira (10)

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia, resultando em pelo menos 77 mortes e danos significativos em várias cidades.
  • O epicentro foi próximo a San José del Palmar, afetando gravemente as cidades de Quibdó, Pereira e Cali.
  • O governo colombiano mobilizou equipes de resgate e suspendeu voos em aeroportos das áreas afetadas.
  • Brasil expressou solidariedade e se colocou à disposição para ajudar a Colômbia após o desastre.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Terremoto na Colômbia foi sentido em Manaus Reprodução/Reuters

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) deixou ao menos 77 mortos, segundo as últimas estimativas feitas pelas autoridades locais. O número, no entanto, ainda pode aumentar, já que equipes de emergência continuam trabalhando nas áreas atingidas e há pessoas desaparecidas. O Itamaraty afirmou que, até o momento, não foram identificados brasileiros entre as vítimas.

As autoridades locais também apuram o número de feridos e a extensão dos danos provocados pelo terremoto. Em Chocó, a governadora Nubia Carolina Córdoba-Curi informou que há prédios danificados em Quibdó, capital do departamento.


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“Acabamos de vivenciar um forte terremoto no departamento de Chocó. Estamos preocupados com possíveis réplicas. Embora o epicentro tenha sido próximo a San José del Palmar, há feridos e danos significativos em prédios na capital, Quibdó”, afirmou a governadora em uma publicação no X.

Na vizinha Risaralda, o governador Juan Diego Patiño relatou à rádio Blu que houve “danos graves em alguns prédios” em Pereira. Segundo ele, imagens registradas após o tremor mostram pessoas feridas e fachadas de edifícios que desabaram.


Em Cali, o prefeito Alejandro Eder afirmou que pelo menos 25 prédios ficaram gravemente danificados ou chegaram a ruir. Segundo o prefeito, outros imóveis também apresentam risco e a cidade precisa do reforço de equipes de resgate.

O governo colombiano também mobilizou equipes para atender às áreas mais afetadas. O presidente Abelardo De La Espriella afirmou, em uma rede social, que assumiu diretamente a coordenação da resposta à emergência em San José del Palmar e determinou a instalação de um Posto de Comando Unificado para organizar o atendimento às vítimas e aos danos provocados pelo terremoto.


Uma réplica de magnitude 5 foi registrada às 10h18 (horário de Brasília), a cerca de 16 quilômetros de San José del Palmar. A capital, Bogotá, também sentiu o tremor, mas, segundo o prefeito Carlos Galán, não houve grandes danos materiais na região.

Por causa dos possíveis danos estruturais, a autoridade de aviação civil colombiana suspendeu temporariamente os voos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura. A medida foi adotada enquanto equipes realizavam inspeções nos terminais.


A comunicação telefônica também foi prejudicada em algumas regiões após o terremoto, segundo a imprensa local.

O tremor ainda foi sentido fora da Colômbia. Em Manaus, no Amazonas, a Defesa Civil informou que o Edifício Palácio do Comércio, no centro da cidade, precisou ser esvaziado preventivamente.

Não houve registro de feridos. As equipes também realizaram inspeções estruturais nos bairros Adrianópolis, Aleixo e na região central, além de acompanharem a retirada preventiva de moradores de alguns edifícios residenciais.

Relação com terremoto na Venezuela?

Em junho, a Venezuela registrou abalos de magnitude 7,2 e 7,5. Ao menos 5.398 pessoas morreram.

Apesar da proximidade entre os dois países, os terremotos, no entanto, não estão relacionados. Segundo o geofísico Bruno Collaço, da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), os dois países estão inseridos em contextos tectônicos diferentes.

Regiões próximas aos limites das placas tectônicas concentram a maior parte dos terremotos do mundo e também são onde ocorrem os tremores de maior magnitude. É o caso do Japão, da Indonésia, da costa oeste dos Estados Unidos e de toda a costa oeste da América do Sul.

“Essas zonas mais próximas às bordas das placas tectônicas são as regiões do mundo onde os terremotos ocorrem com maior frequência e também onde se registram os tremores de maior magnitude”, explica Collaço ao R7.

No território colombiano, a atividade sísmica está ligada à interação entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana. A placa de Nazca, localizada no oceano Pacífico, se movimenta em direção ao continente e mergulha por baixo da placa Sul-Americana, em um processo conhecido como subducção.

“A Colômbia está bem próxima do contato entre a placa de Nazca, no oceano Pacífico, que ‘mergulha’ por baixo da placa Sul-Americana, no lado do continente, um processo conhecido como subducção”, afirma o geofísico.

Essa movimentação também explica a ocorrência de terremotos em outros países da região. “Essa interação entre as placas gera tremores na Colômbia, no Equador, no Peru, no Chile e na Bolívia. A Colômbia está inserida em um ambiente tectônico no qual esses fenômenos são esperados”, diz Collaço.

Na Venezuela, por outro lado, a configuração é diferente. Os terremotos registrados no país estão relacionados à interação entre as placas Sul-Americana e do Caribe, em um contexto tectônico mais complexo.

Essa diferença é o principal motivo pelo qual o terremoto colombiano não deve ser considerado uma consequência dos tremores registrados anteriormente na Venezuela.

“O tremor de hoje na Colômbia não tem qualquer relação com os tremores da Venezuela ou outra parte do mundo”, conclui Collaço.

Governo brasileiro oferece ajuda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou o Brasil à disposição para ajudar a Colômbia.

Em publicação nas redes sociais, nesta segunda-feira (10), o presidente afirmou ainda que recebeu a notícia com preocupação e que, em nome do povo brasileiro, se solidariza com o povo colombiano.

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