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Bersani e Berlusconi se reúnem, mas não chegam a acordo sobre o bloqueio institucional italiano

Reunião desta terça-feira (9), em Roma, terminou sem acordo entre Silvio Berlusconi e Pier Luigi Bersani

Internacional|Do R7

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Silvio Berlusconi e Pier Luigi Bersani, não chegaram a um acordo sobre o atual bloqueio institucional da Itália
Silvio Berlusconi e Pier Luigi Bersani, não chegaram a um acordo sobre o atual bloqueio institucional da Itália

O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi e o líder da centro-esquerda, Pier Luigi Bersani, se reuniram nesta terça-feira (9) em Roma para abordar o atual bloqueio institucional que o país vive, um encontro que terminou sem acordo, mas que é apenas o início do processo.

O vice-secretário do Partido Democrata (PD) de Bersani, Enrico Letta, falou à imprensa na capital italiana para dar conta desse encontro, realizado na sede da câmara dos Deputados durante cerca de uma hora.

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"Foi um bom encontro, mas estamos só no início", disse Letta, quem contou que na reunião só foi abordada a eleição do novo presidente italiano, cuja votação no Parlamento já começa na semana que vem, com uma maioria de dois terços exigida para os três primeiros turnos de votação.

— Foi um encontro útil para esclarecer sobre os critérios para chegar juntos a um grupo de personalidades que possa representar a unidade do país. Em um momento de grandes divisões, o PD sente a forte responsabilidade que sobre o presidente da República haja um sinal inequívoca de união nacional.

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O braço direito de Bersani no PD relatou que o primeiro-ministro interino e senador vitalício, Mario Monti, que tem uma formação própria no Parlamento, está de acordo neste ponto e que o partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), também segue essa linha.

"Não falamos de nomes ainda. Antes são necessários os critérios. Falamos exclusivamente da Presidência da República. O objetivo é chegar a uma eleição com um amplo consenso. Haverá outras reuniões com outras formações", disse o vice-secretário Enrico Letta.

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— As divergências com o PDL são muitíssimas, mas me parece que há uma vontade recíproca de dar passos adiante. O PD pensa em um amplo consenso e quer tentar tudo para escolher um presidente da República que o tenha. Seria um sinal muito bonito se já em 18 de abril se elegesse ao presidente da República.

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O encontro entre Bersani e Berlusconi é o primeiro entre os dois, após as eleições gerais da Itália, nas quais o líder da centro-esquerda conseguiu uma vitória pela mínima que o deixa com maioria absoluta na câmara dos deputados, mas não no Senado.

Bersani se nega a formar um Executivo de coalizão com o partido de Berlusconi, a separatista Liga Norte, e a formação do primeiro-ministro interino, Monti, como veio propondo "il Cavaliere".

No PD há quem garanta que sobre a mesa de negociações de Berlusconi com seu partido que pode acontecer em breve só está a questão da eleição do sucessor do atual chefe de Estado, Giorgio Napolitano.

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