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Biden planeja início de governo com medidas agressivas

Logo no primeiro dia, novo presidente pretende retornar ao Acordo de Paris e apresentar uma reforma imigratória, entre outros

Internacional|Do R7

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Joe Biden tomará posse como presidente dos EUA na quarta-feira
Joe Biden tomará posse como presidente dos EUA na quarta-feira

Na próxima quarta-feira (20), o democrata Joe Biden tomará posse oficialmente como presidente eleito dos EUA e, segundo a imprensa norte-americana, não vai perder tempo para se distanciar das políticas adotadas por seu antecessor, Donald Trump.

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Biden vai assumir o comando de um país mergulhado em uma profunda crise econômica, além de o mais atingido no mundo pela pandemia do novo coronavírus. Com isso, de acordo com o New York Times, o novo presidente vai baixar de dezenas de decretos nos primeiros dez dias, para colocar a administração para andar sem depender do Congresso.

Apenas no primeiro dia de mandato, o democrata pretende assinar decretos que incluem o fim de um veto de entrada de cidadãos de países islâmicos, a volta ao Acordo Climático de Paris, ampliar limites das moratórias de despejos e débitos estudantis, tornar obrigatório o uso de máscaras em prédios federais e em viagens interestaduais, além de ordenar que agências busquem meios de reunir famílias de imigrantes separadas na fronteira.

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Tudo isso está em um memorando que circulou entre os membros da futura administração, assinado por Ron Klain, o futuro chefe de gabinete da Casa Branca. Além de todos os decretos, o governo pretende aprovar rapidamente o pacote de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 10 trilhões) anunciado por Biden na semana passada.

Reforma imigratória

Outra medida de impacto, mas que ainda não tem um caminho bem definido é uma proposta de reforma imigratória, que poderá ajudar até 11 milhões de imigrantes ilegais a terem a possibilidade de obter a cidadania. Sem falar na promessa de campanha de vacinar até 100 milhões de pessoas contra a covid-19 nos primeiros 100 dias de governo.

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Segundo o Times, a legislação imigratória vai incluir os cerca de 450 mil jovens que fazem parte do programa DACA, criado no governo Barack Obama, que inclui pessoas que entraram nos EUA durante a infância e adolescência e cresceram como ilegais no país. Esse público foi um dos alvos preferidos de Trump durante seu governo, mas ele não conseguiu na Justiça encerrar as políticas do seu antecessor.

A projeto vai incluir uma ampliação de ajuda econômica a países da América Central, como Honduras, Guatemala e El Salvador, onde a violência e a falta de perspectivas levou milhares de pessoas a tentarem entrar nos EUA ilegalmente.

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