Bombardeios russos contra infraestruturas na Ucrânia são 'crime de guerra', diz Alemanha
Ministro alemão da Justiça disse após reunião com autoridades do G7 que criminosos 'não devem e não podem se sentir seguros'
Internacional|Do R7

A Alemanha, que atualmente preside o G7, descreveu nesta terça-feira (29) a destruição "sistemática" da infraestrutura de energia da Ucrânia pela Rússia como um "crime de guerra".
Os atuais ataques a centros de aquecimento e fornecimento de energia "para manter as pessoas em seus apartamentos durante um inverno em que as temperaturas podem cair até -30°C são "um terrível crime de guerra", declarou o ministro alemão da Justiça, Marco Buschmann, após uma reunião com outras autoridades do G7.
A situação de hoje na Ucrânia reforça "nossa responsabilidade de cooperar muito mais estreitamente na luta contra os crimes de guerra", acrescentou o ministro, especificando que esse foi o motivo do encontro, o primeiro do tipo entre os ministros da Justiça das grandes potências mundiais do G7.
"É uma mensagem clara para o mundo: os criminosos de guerra não devem e não podem se sentir seguros onde quer que estejam", insistiu.
"Nenhum crime de guerra deve ficar impune", reiterou o ministro, cujo país preside o G7 ao longo de 2022.
Convidado para esta reunião, o procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, reiterou o apelo das autoridades ucranianas para a criação de um tribunal especial para julgar os crimes cometidos pela Rússia desde a invasão do seu país, há nove meses.
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Até agora, as autoridades ucranianas registraram cerca de 50 mil casos de supostos crimes de guerra, lembrou Buschmann.
Em outubro, a União Europeia e a ONU também usaram o termo "crimes de guerra", após bombardeios semelhantes.
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