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Botas de fuzileiros dos EUA se desfazem durante exercício da Otan no Ártico

Inspeções encontraram 538 pares defeituosos; problema obrigou americanos a comprar modelos na Noruega

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Botas dos fuzileiros navais dos EUA se desfazem durante exercícios no Ártico, apresentando defeitos como buracos e solas descoladas.
  • Problemas ocorreram durante o exercício Cold Response 2026, com participação de 3.000 fuzileiros americanos na Noruega.
  • Inspeções revelaram 538 pares defeituosos em 4.423 botas, com taxas de falha superiores ao padrão da indústria.
  • Discussões surgem sobre restrições a calçados estrangeiros e a capacidade de produção americana em cenários de alta demanda.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fuzileiros navais dos Estados Unidos participam de treinamento em Setermoen, na Noruega Judith Ann Lazaro/Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

Botas fornecidas a fuzileiros navais dos Estados Unidos começaram a se desfazer durante treinamentos em condições extremas de frio na Noruega. Em alguns casos, os calçados apresentaram buracos, solas descoladas e entrada de água congelante poucos dias depois de começarem a ser usados.

Os problemas ocorreram durante a preparação para o Cold Response 2026, exercício militar liderado pela Noruega e realizado com participação de países da Otan. Cerca de 3.000 fuzileiros americanos participaram das atividades acima do Círculo Polar Ártico.

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Segundo uma avaliação militar obtida pela revista Newsweek, as botas especializadas para frio intenso apresentaram “defeitos significativos”. O modelo envolvido era fabricado pela empresa americana Belleville Boot Co.

Com os problemas, militares precisaram recorrer a calçados disponíveis na Noruega. Alguns pares foram comprados em lojas locais, a um custo maior do que o previsto. Entre os modelos utilizados estavam botas M77, produzidas pela empresa norueguesa Alfa e desenvolvidas originalmente em parceria com o Exército do país.

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As falhas não ficaram restritas ao treinamento. Depois do retorno aos Estados Unidos, o Corpo de Fuzileiros realizou inspeções em estoques da base de Camp Lejeune, na Carolina do Norte.

Em abril, 2.642 botas foram analisadas e 183 tinham defeitos, índice de 6,93%. Em julho, 355 de 1.781 unidades apresentaram problemas, uma taxa de 19,93%. No total, foram identificadas 538 falhas em 4.423 botas inspecionadas, ou 12,17%. Segundo documentos militares, o padrão da indústria varia entre 2% e 3%.

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A Belleville afirmou que trabalha diretamente com os fuzileiros para resolver os problemas e melhorar continuamente a qualidade dos produtos. A empresa, fundada em 1904, diz fornecer calçados às Forças Armadas americanas desde a Primeira Guerra Mundial.

O caso também alimentou discussões sobre regras que priorizam calçados fabricados nos Estados Unidos. Pela legislação americana, recursos do Pentágono geralmente não podem ser usados para comprar botas militares produzidas no exterior, salvo algumas exceções.

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Uma proposta conhecida como Boots Act pretendia ampliar as restrições e limitar também os modelos opcionais usados pelos militares. A medida acabou retirada da versão aprovada pela Câmara do projeto de orçamento de defesa para 2027, mas uma proposta semelhante foi apresentada no Senado em julho.

Documentos citados pela Newsweek também apontam dúvidas sobre a capacidade da indústria americana de atender a um forte aumento de demanda. Em um cenário de guerra analisado pela Agência de Logística de Defesa, a produção anual poderia precisar chegar a 981 mil pares, enquanto a capacidade estimada do setor seria de até 525 mil.

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