Pentágono reconhece que há escassez de munições devido à guerra com o Irã
Trump negou a escassez, mas relatório destaca medidas para acelerar a produção
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O Pentágono, como é conhecido o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, reconheceu uma “escassez” de munições relacionada à guerra com o Irã, de acordo com uma reportagem publicada na segunda-feira (14), pela CBS News.
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vinha se recusando, em grande parte, a confirmar as notícias da imprensa nesse sentido nos últimos meses.
“Os gastos com munições durante a operação ‘Fúria Épica’ provocaram uma escassez nos estoques estratégicos e revelaram gargalos nas indústrias responsáveis pela reposição das munições”, aponta um relatório do inspetor-geral do Pentágono sobre a operação norte-americana contra o Irã.
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Quando reportagens da imprensa indicaram, em junho, que os Estados Unidos estavam racionando o uso de seus mísseis, especialmente os do tipo interceptador, o governo negou a informação.
O próprio presidente Donald Trump afirmou que o país dispunha de “enormes quantidades de munições”.
No entanto, o relatório destaca as medidas adotadas pelo Departamento para acelerar a produção.
No início de setembro, Trump escreveu que os Estados Unidos contavam com “quantidades praticamente ilimitadas de munições”.
Segundo a imprensa, essa falta de munições fez com que Trump não renovasse os ataques em grande escala contra Teerã durante o verão do hemisfério Norte.
Apesar do uso maciço de interceptores, “os ataques iranianos danificaram e destruíram centenas de edifícios e instalações em bases americanas no Kuwait, no Bahrein, no Catar, nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita, no Iraque, em Omã e na Jordânia”, aponta o relatório do Pentágono.
O documento, que abrange os meses de abril a junho de 2026, enumera os danos à frota de aeronaves: quatro F-15 destruídos, um F-35 danificado, sete aviões-tanque KC-135 danificados ou destruídos e “até 30” drones de ataque MQ-9 Reaper destruídos, entre outros.
O documento estima em “mais de 50 mil” o número de militares americanos envolvidos na guerra no golfo, desencadeada em 28 de fevereiro por ataques de Israel e dos EUA contra o Irã.
As retaliações do Irã e de seus aliados causaram danos a edifícios diplomáticos em quatro países (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), diz o relatório.
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