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Pentágono reconhece que há escassez de munições devido à guerra com o Irã

Trump negou a escassez, mas relatório destaca medidas para acelerar a produção

Estadão Conteúdo

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Pentágono reconheceu a escassez de munições devido à guerra com o Irã, conforme reportagem da CBS News.
  • O governo Trump negou inicialmente a escassez, afirmando ter "enormes quantidades de munições".
  • Um relatório do Pentágono destacou gargalos na reposição de munições e danos significativos causados por ataques iranianos.
  • A falta de munições influenciou a decisão de não renovar ataques em grande escala contra Teerã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Relatório do Pentágono aponta gargalos na reposição de munições Ed Ou/Reuters - 13.09.2026

O Pentágono, como é conhecido o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, reconheceu uma “escassez” de munições relacionada à guerra com o Irã, de acordo com uma reportagem publicada na segunda-feira (14), pela CBS News.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vinha se recusando, em grande parte, a confirmar as notícias da imprensa nesse sentido nos últimos meses.


“Os gastos com munições durante a operação ‘Fúria Épica’ provocaram uma escassez nos estoques estratégicos e revelaram gargalos nas indústrias responsáveis pela reposição das munições”, aponta um relatório do inspetor-geral do Pentágono sobre a operação norte-americana contra o Irã.

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Quando reportagens da imprensa indicaram, em junho, que os Estados Unidos estavam racionando o uso de seus mísseis, especialmente os do tipo interceptador, o governo negou a informação.


O próprio presidente Donald Trump afirmou que o país dispunha de “enormes quantidades de munições”.

No entanto, o relatório destaca as medidas adotadas pelo Departamento para acelerar a produção.


No início de setembro, Trump escreveu que os Estados Unidos contavam com “quantidades praticamente ilimitadas de munições”.

Segundo a imprensa, essa falta de munições fez com que Trump não renovasse os ataques em grande escala contra Teerã durante o verão do hemisfério Norte.


Apesar do uso maciço de interceptores, “os ataques iranianos danificaram e destruíram centenas de edifícios e instalações em bases americanas no Kuwait, no Bahrein, no Catar, nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita, no Iraque, em Omã e na Jordânia”, aponta o relatório do Pentágono.

O documento, que abrange os meses de abril a junho de 2026, enumera os danos à frota de aeronaves: quatro F-15 destruídos, um F-35 danificado, sete aviões-tanque KC-135 danificados ou destruídos e “até 30” drones de ataque MQ-9 Reaper destruídos, entre outros.

O documento estima em “mais de 50 mil” o número de militares americanos envolvidos na guerra no golfo, desencadeada em 28 de fevereiro por ataques de Israel e dos EUA contra o Irã.

As retaliações do Irã e de seus aliados causaram danos a edifícios diplomáticos em quatro países (Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), diz o relatório.

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