Brasileiro que queria matar rei da Suécia é solto por insanidade mental
Josnel Caldas Junior é do Mato Grosso e foi deportado para o Brasil
Internacional|Do R7*, com agências

O brasileiro Josnel Caldas Junior, de 24 anos, que no dia 6 de agosto tentou roubar a arma de um segurança para matar o rei Gustavo 16 da Suécia, foi solto e deportado para o Brasil, nesta quinta-feira (8), depois de uma avaliação psiquiátrica, publicou o site sueco de notícias The Local.
O julgamento do caso iniciou em setembro e Caldas foi condenado por tentativa de roubo, ataque a um funcionário público e porte de arma. Entretanto, devido à saúde mental do brasileiro, o tribunal reconsiderou a pena e o enviou para uma avaliação em um hospital psiquiátrico em outubro.
Depois de uma semana em observação, Caldas foi liberado por insanidade mental e deportado para o Brasil onde está livre, de acordo com o jornal The Local.
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O caso
O incidente aconteceu no início de agosto, mas as informações só vieram à tona na imprensa sueca 15 dias depois. O ataque foi filmado e divulgado pelo jornal Aftonbladet. A publicação sueca afirmou que o objetivo do brasileiro seria roubar a arma do guarda e matar o rei Gustavo da Suécia.
O jornal informou na ocasião que o brasileiro havia desembarcado no país onze dias antes de decidir matar o rei.
Sua intenção seria impedir o rei sueco de "destruir o Brasil".
O ataque ocorreu em frente ao Rosenbad, prédio governamental e residência oficial do premiê Fredrik Reinfeldt. O palácio de Drottningholm, residência oficial do rei e da rainha Sílvia, está localizado a 11 km de distância.
O R7 apurou, no entanto, que o brasileiro entrou com visto de turista e que, no dia do incidente, já estava no país havia mais de 90 dias. Sua situação na Suécia, portanto, era ilegal, pois o visto de três meses já estava vencido.
Como sua situação era irregular, o site de extrema direita Realisten burlou uma lei do país, que impede a publicação do nome de suspeitos antes de serem condenados, e divulgou o nome do brasileiro: Josnel Caldas Junior, natural do Estado do Mato Grosso.
O R7 apurou ainda que o brasileiro está sendo defendido pelo defensor público Max Fredriksson.
De acordo com o site do Aftonbladet, a intenção do brasileiro seria impedir o rei sueco de "destruir o Brasil".
"Eu queria matar os guardas, para depois ir até o castelo e matar o rei", teria dito o brasileiro a caminho da delegacia.
A polícia afirmou que o homem não tinha antecedentes criminais. Ele teria dito que estava na Suécia em busca de parentes.
Segundo informações da BBC, o jovem teria admitido todas as acusações no primeiro julgamento do caso, realizado com discrição no último dia 24 de agosto.
De acordo com o Aftonbladet, o brasileiro está sendo agora submetido a testes psiquiátricos antes que seja dado prosseguimento ao julgamento.
*colaborou Wellington Calasans, especial para o R7, em Estocolmo
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