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Brilho extremo de supernova ajuda cientistas a desvendar fenômeno raro; entenda

Pesquisa confirma hipótese de que magnetares podem ser a fonte de energia extra em supernovas

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma supernova superluminosa, a 1 bilhão de anos-luz da Terra, está ajudando a entender explosões estelares muito mais brilhantes que o normal.
  • A explosão foi detectada em dezembro de 2024, e um magnetar, remanescente da explosão, amplificou sua luminosidade.
  • O estudo sugere que o magnetar, um núcleo estelar compacto, captura partículas e aumenta a intensidade da supernova.
  • Essa supernova apresenta oscilações de brilho, atribuídas à precessão de Lense-Thirring provocada pela rotação do magnetar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Oscilações de brilho em supernovas superluminosas são causadas pela precessão de Lense-Thirring L. Calcada/Divulgação via REUTERS - 12.11.2025

Uma supernova superluminosa, explosão estelar de intensidade extraordinária, que ocorreu em uma galáxia a cerca de 1 bilhão de anos-luz da Terra, está ajudando cientistas a entender por qual motivo algumas dessas explosões são até 100 vezes mais brilhantes que o normal.

Detectada em dezembro de 2024 e estudada pelo Observatório Las Cumbres, na Califórnia, e pelo telescópio de levantamento ATLAS, no Chile, a estrela se tornou ultrabrilhante devido a um magnetar deixado como remanescente da explosão. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.


Esse núcleo estelar extremamente compacto, de rotação rápida e com um campo magnético imenso, capturou partículas carregadas e as lançou na nuvem de gás e poeira expelida pela estrela, amplificando a luminosidade da supernova de dentro para fora.

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“Quando uma estrela massiva esgota seu combustível nuclear, ela não consegue mais resistir à força esmagadora da gravidade”, explicou Joseph Farah, doutorando em astrofísica no Observatório Las Cumbres e na Universidade da Califórnia, principal autor do estudo publicado na revista Nature, de acordo com a Reuters.


O núcleo colapsa e, se as condições forem adequadas, forma uma estrela de nêutrons, no caso, um magnetar, que permanece ativo no centro da supernova.

A primeira supernova superluminosa foi identificada em 2006 pelo astrofísico Andy Howell, do mesmo observatório, que já havia sugerido, em 2010, que magnetares poderiam ser a fonte da energia extra dessas explosões.


Os novos dados confirmam essa hipótese, segundo Howell e a reportagem da Reuters.

Diferente da maioria das supernovas, que brilham e desaparecem de forma previsível, algumas supernovas superluminosas apresentam oscilações de brilho ao longo de meses.


No caso desta estrela, os picos de luminosidade ficaram progressivamente mais curtos, fenômeno atribuído à precessão de Lense-Thirring, causada pela distorção do espaço-tempo pela rotação do magnetar.

O material estelar que formou um disco ao redor do magnetar oscila devido a essa precessão, ampliando ainda mais a complexidade do fenômeno.

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